lágrimas de crocodilo

A expressão chorar lágrimas de crocodilo é, literalmente, aludir a um choro fingido; por inferência será também referir uma emoção ou perturbação notoriamente postiça e hipócrita.
A origem está numa curiosa característica orgânica do crocodilo que ao abocanhar a presa, por vezes pressiona o céu da boca, o que provoca a compressão das suas glândulas lacrimais: enquanto devora a vítima caem lágrimas dos seu olhos.
Se a expressão, assim, tem apenas um fundamento biológico, não é menos verdade que a correlação do fingimento poderá advir da constatação de as lágrimas nada terem a ver com o acto de devorar a presa. Daí a extrapolação metafórica.

 

 

 

(quem não sabe fingir não sabe reinar)

andar aos papéis

Andar aos papéis, é uma entre muitas das intuitivas expressões idiomáticas: algo que se perdeu e deparamos com algumas dificuldades para encontrar. Será, também, estar confundido, tonto ou sem jeito.
A origem remete-nos para os mendigos, trapeiros ou farrapeiros que procuravam pelos lixos, alguma coisa que, com serventia ou valor, pudesse ser negociado.
Uma dessas coisas no lixo mais facilmente rentabilizada seriam os papéis e cartões que podiam render algumas moedas negociadas nos adeleiros.

 

 

 

(lixo é o que não presta)