agradar a gregos e troianos

Difícil quase sempre, por vezes até impossível, agradar a gregos e troianos, que é dizer agradar aos dois lados de uma contenda, a pessoas com conceitos, opiniões, razões, diferentes, ou pior, adversas e extremadas, como em muitos casos de política, desporto, religião ou, mais comezinhamente, querelas de vizinhos.
Esta locução provém da Guerra de Tróia, narrada por Homero.

Um conflito, que durou mais de uma dezena de anos: durante um festejo entre espartanos e troianos, Páris, príncipe de Tróia, rapta Helena, e Menelau, seu marido, rei da Lacedemónia (Esparta), depressa levou os seus exércitos a cercar as inexpugnáveis muralhas de Tróia, cenário para encarniçadas e desgastantes batalhas.
Estes dois heróis da história, amados e protegidos por deuses, não viam modo de um ou outro alcançar vitória, pois aos deuses era difícil escolher ou ser imparcial.
Haveria de ser Ulisses, rei de Ítaca, que daria fim à guerra, usando a artimanha do seu célebre cavalo de madeira, onde se escondeu com os seus mais bravos guerreiros.
A cidade foi conquistada e, ao que se sabe, nunca os deuses se entenderam sobre qual dos lados litigantes deveriam apoiar…

 

 

 

(vê a quais agradas não a quantos)

a montanha pariu um rato

a montanha pariu um ratoA montanha pariu um rato é uma sentença que revela decepção sobre o resultado de qualquer acontecimento, especialmente quando muito demorado e, por muita gente, rodeado de grande expectativa.
Na sua Arte Poética, (Quinto) Horácio, um dos maiores poetas romanos, escreve Parturiunt montes, nascetur ridiculus mus.
Transtagano, criptónimo de Belchior Curvo Semedo, poeta da Nova Arcádia, traduziu La Fontaine Certa montanha, estando com dores, em mil clamores se desentranha! Que espalhafato, para que à luz dê, sabem o quê? Pequeno rato!.

 

 

 

(para os grandes a regra é não fazer nada)