voto de Minerva

O axioma tem sua origem numa história pertencente à mitologia grega.
Agamenon, o comandante da Guerra de Tróia, ofereceu a vida de uma filha em sacrifício aos deuses para conseguir a vitória do exército grego contra os troianos. Sua mulher, Clitemnestra, cega de ódio, assassinou-o. Com esses crimes, o deus Apolo ordenou que o outro filho de Agamenon, Orestes, matasse a própria mãe para vingar o pai. Orestes obedeceu, mas seu crime também teria de ser vingado. Em vez de aplicar a pena, Apolo deu a Orestes o direito a um julgamento, o primeiro do mundo. A decisão, tomada por 12 cidadãos, terminou empatada. Chamada pelos gregos, Atenas, a deusa da sabedoria (Minerva era seu nome romano) proferiu seu voto, desempatando o feito e poupando a vida de Orestes.
A romanização iria popularizar a história, e o axioma, com o nome da deusa romana.
Eis a razão da expressão Voto de Minerva (também conhecida como voto de desempate ou voto de qualidade).

 

 

 

(ou poldro ou égua ou o dinheiro dela)

vitória de Pirro

Este anexim caracteriza todas as conquistas, sucessos ou vantagens que foram conseguidas à custa de tantos e exagerados sacrifícios que, porventura, se tornaram maiores do que as vantagens ou ganhos (uma vitória pírrica).
Pirro, rei de Épiro, venceu os romanos na batalha de Asculum, no ano 270 a.C., no entanto, perdendo toda a flor do seu exército no sangrento encontro. Perplexo e minado pela dor, teria exclamado Com outra vitória assim, estarei perdido!
Daí o sentido de inutilidade de tais vitórias.
Pirro, note-se, não tem quaisquer ligações com pirrónico, ou pirronismo, ligadas à ideia de cepticismo, teimosia ou obstinação. Estas palavras derivam da doutrina do seu homónimo, o filósofo Pirro, que viveu no século 4 a.C., e que foi o fundador da escola céptica. Essa doutrina só admitia como verdade aquilo que pudesse ser provado, e só aceitava como realidade as sensações. Temas diferentes!

 

 

 

(o perder dá mais pesar que prazer deu o ganhar)