de faca na liga

(andar) de faca na liga, expressão que, consensualmente, é conotada com o sexo feminino, refere uma dama turbulenta, dada ao reboliço, de vida esconsa, de amores e ciúmes explosivos.
Esta figura remonta ao imaginário do fado, dos mercados e das tabernas, da chinela no pé, xaile traçado, mão na anca e a voz que se estende ao pregão ou aos versos cantados à candeia sobre o pipo de vinho. Malhoa pintou-a, no seu O Fado.
Ela era a Adelaida da Facada, uma mulher de má vida, da Madragoa. O homem que dedilha a guitarra, é o Amâncio Pintor, que as mais das vezes está na choça.
Malhoa imortalizou o fado e a Adelaide, a da faca na liga

 

 

 

(negócio que não dá ganho e faca que não corta,
ainda que o diabo os leve, pouco importa)

dor de cotovelo

Parece ter origem no estereótipo das posições em que os homens, sentados nos bares e tabernas, de cotovelos apoiados no balcão, passavam horas a beberricar e a chorar as dores de um amor perdido.
O resultado de todo esse tempo naquela posição eram inevitáveis dores de cotovelo.
Na derivante também é comum usar-se a expressão para significar despeito, ciúme, inveja ou azedume.

 

 

 

(aceita que dói menos)