casa da mãe Joana

casa da mãe JoanaJoana, que viveu entre 1326 e 1382, teria sido rainha de Nápoles e Condessa de Provença. Com uma vida imensamente atribulada, ter-se-ia refugiado em Avignon, em 1346.
Não se sabe exactamente como, mas parece que partiu dela a regulamentação dos bordéis da cidade. Uma das regras dizia o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar.
O que, localmente, deu azo à expressão corrente paço da mãe Joana que significava prostíbulo. Espalhado pela Europa, em Portugal, vulgarizou-se a substituição por casa da mãe Joana que, em rigor, refere um lugar onde vale tudo, toda a gente pode entrar, sair, mandar, fazer o que lhe apetecer, uma perfeita balbúrdia.

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(quando a rameira fia, o ladrão reza e o escrivão
pergunta quantos são do mês, mal deles três)

engolir sapos

No sentido formal da expressão, engolir sapos, certamente que deve ser uma tarefa custosa e, sobretudo, dolorosa. Isso é um facto. Mas a locução original, completa, é um pouco mais explícita e, também mais contundente.
Diz ela engolir sapos vivos. Concretamente, engolir sapos vivos acrescenta mais (quanto mais!…) angústia e padecimento ao acto.

Crê-se que a origem da frase estará na praga das rãs, resultante da ira de Deus, na conhecida passagem bíblica, com Moisés no Egipto, aquando da saída dos hebreus para a Terra Prometida; eram tantas as rãs, por todo o lado, que se tornou impossível evitar que elas saltassem para cima da comida e para dentro dos pratos…
Crível esta suposição? Pessoalmente, admito-a como perfeitamente plausível.
Como se a praga refere rãs e o axioma menciona sapos?
Por isso mesmo! É ou não verdade que quem conta um conto acrescenta um ponto? Olhem o tamanho de uma e de outro…
(ver achatar o beque)

 

 

 

(o que for só é amargo se a gente o engole)