com a corda toda

Nos anos 40 a 60 do século passado, eram comuns alguns brinquedos em lata (mais caros…) possuírem uma corda que depois de enrolada, com uma pequena e rudimentar chave, se distendia e fazia mexer o brinquedo. Normalmente ele movia-se de forma convulsa e acelerada até a mola se estender completamente.
Daí que essa impetuosa actividade tenha dado origem à expressão ter a corda toda no sentido de alguém que age de forma veloz e um tanto trapalhona, denotando pouco controle da situação.

 

 

 

(ninguém deve correr sem ver de quê)

puxar os cordelinhos

Costuma dizer-se que quem puxa os cordelinhos é alguém que, diligente e sorrateiramente, faz o necessário para conseguir um determinado objectivo.
Como geralmente esse empenho se reveste de mais ou menos segredo, de modo a não se ser publicamente identificado, explica a expressão à alusão que o povo faz com o antigo teatro de títeres (os vulgares marionetes, que tanto encantavam a miudagem), onde se mantêm ocultos os que puxam os cordelinhos para fazer mover bonecada.
Dessa antiga imagem figurou-se o teatro humano, os marionetes e os que puxam os cordelinhos.
É vê-los! Uns e outros…

 

 

 

(um dia o preso se solta)