não poder com uma gata pelo rabo

Esta é uma expressão bastante antiga e bem elucidativa do contexto social em que eram tidas as mulheres.
O propositado vocábulo feminino, neste caso, tem o objectivo de humilhar o impotente ou o fraco a quem se dirige a referência. O pressuposto é que a gata é mais fraca do que o gato, menos veloz e menos feroz em sua própria defesa.
Mesmo que, em quaisquer circunstâncias, não seja nada fácil segurar uma gata (ou um gato) pelo rabo, a expressão pretende acentuar o seu vincado carácter humilhante.

 

 

 

(o gato só come o que está mal guardado)

olha o passarinho

Quando a fotografia foi inventada, a impressão da imagem no filme não se dava com a mesma rapidez que se deu mais tarde.
Na primeira metade do século XIX, os fotografados tinham de permanecer parados quase até 15 minutos, a fim de que sua imagem fosse impressa dentro da máquina.
Especialmente fazer as crianças ficarem imóveis por tanto tempo era um verdadeiro desafio. Por isso, estrategicamente, gaiolas com pássaros ficavam penduradas atrás dos fotógrafos, o que chamava a atenção dos pequenos.
Assim, a expressão olha o passarinho, que tem origem nesse tempo, ficou conhecida por ser desse modo que o fotógrafo conseguia (quando conseguia…) a quietude necessária para a pose, no momento de fotografar.
(fotografia, algures no Minho, em 1966)

 

 

 

(meninos e passarinhos quero-os à janela do vizinho)