fazer as armas de S. Francisco

Aqui estão umas armas que intrigaram a amiga Maria Emília.
O provérbio é muito antigo, é; mas, valha a verdade que, estas pelo menos, não têm nada de intrigante: são as armas  que usa, tradicionalmente, o nosso velho conhecido Zé Povinho.
Fazer as armas de S. Francisco é, de facto, fazer um manguito, um borrego, dito no linguajar alentejano.
A origem? Salvo melhor explicação, ela virá do brasão de armas da Ordem Terceira de S. Francisco, onde figuram dois braços cruzados.

 

 

 

(quando não tenho vontade de fiar, deito o fuso a nadar)

amanhã

Mesmo que não sejamos dados a línguas, o espanhol sempre nos oferece algumas facilidades…
Daí que, partindo do princípio que todos nós sabemos que amanhã se diz mañana em espanhol, a propósito disso, foi com alguma sobrançaria poliglota que me dispus a ouvir um amigo que se propunha explicar-me o significado da palavra mañana.
Contou-me que quando esteve em La Paz, no México, durante seis meses, tinha um empregado que lhe tratava de pequenas coisas relacionadas com o trabalho dele. Um dia, entendeu que o devia censurar de modo mais vincado por ele estar a adiar um serviço há vários dias.
Continuou a história mais ou menos assim: Eu estava a chamar-lhe a atenção para o facto e ele sorria. Eu acentuava que o desleixo já era falta de responsabilidade e o índio balanceava a cabeça devagarinho! Quando eu ia retomar a prelecção depois de uma faísca de repouso para respirar, o safardana sai-se a dizer-me, em voz melada, como se estivesse a embalar-me: ‘Sabe, sñor, nós aqui já descobrimos qual é o problema de vocês, os estrangeiros. Vocês acham que mañana significa amanhã. Mas mañana só quer dizer hoje não.
Ora não é que eu não sabia mesmo?…

 

 

 

(amanhã jejua o preto, ‘inda bem que não é hoje)