à grande e à francesa

Locução que se vulgarizou, a partir de Lisboa, por ocasião da primeira invasão francesa.
O general de Napoleão, Jean Andoche Junot, quando chegou a Lisboa instalou-se na rua do Alecrim, no palacete de um dos mais endinheirados comerciantes da capital.
Durante o tempo que passou em Lisboa, era ver o pintalegrete passear uma infindável colecção de uniformes de gala, pelo Chiado ou pelo teatro, rodeado por um buliçoso grupo de meninas da sociedade.
O safardana, que gastava à custa das condições impostas aos vencidos, ainda lhe juntava grossa maquia que lhe pagava o Senado da Câmara de Lisboa. Esta exibição de luxo e pedantismo era de quem vive
à grande e… à francesa.

 

 

 

(cântaro vazio faz muito barulho)