a pensar morreu um burro

É a vulgar referência que nós usamos para indicar alguém que se perde em grandes e demoradas cogitações e nunca chega a qualquer conclusão.
Ao que parece ser consensualmente aceite, o axioma tem origem no conto O Burro (conhecido como o Asno de Buridan), de Jean Buridan, monge e filósofo francês (século XIV), que narra as hesitações de um burro ante duas pias – uma com água, outra com aveia – que foram tão exageradamente demoradas sobre qual primeiro se deveria debruçar, que acabou por morrer exaurido de fome e de sede.
Em jeito de remate e como curiosidade refira-se que este conto de Buridan tem já assento numa reflexão de Aristóteles, no caso inquirindo-se sobre a indecisão de um cão face a duas apetitosas refeições.
(desenho de Anita Amorim, aluna da Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora)

 

 

 

(ninguém se livra da pedrada de um doido, nem do coice de um burro)