andar a mata-cavalos

Será, à letra, andar ou fazer qualquer coisa muito depressa, de forma exagerada e, quase sempre, por tempo excessivamente prolongado.
Com muita probabilidade a origem estará nos serviços de mensageiros e, também, nos serviços postais, feitos a cavalo ou nas diligências, as denominadas malas-postas (carruagens para transporte de passageiros e correio, puxadas por duas parelhas de cavalos) que antecederam o automóvel e o comboio.
A espaços da viagem, nos postos de apoio à mala-posta, o estafeta ou os passageiros descansavam e os animais eram substituídos. Acontecia por vezes que, por qualquer razão ou urgência, no decurso do itinerário os animais eram levados ao limite das suas possibilidades e, frequentemente, acabavam por morrer exauridos pelo esforço despendido.
O postaleiro ou a diligência teriam feito o trajecto a mata-cavalos
(desenho de Inês Araújo, aluna da Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora)

 

 

 

(na hora aflita é que a gente apita)