andar de Seca em Meca

Séca foi o nome que os muçulmanos deram à grande Mesquita de Córdova, a primeira no mundo, depois de Meca.
Narra Julião Gomes, em 1802 ‘Tinha seis centos pés de comprido por duzentos e cinquenta de largo, e trinta e oito naves sustentadas por mil e noventa e três colunas de mármore, onde ardiam, de noite e de dia, quatro mil e setecentas lâmpadas. Tinha, além disso, dezoito portas, nove viradas a Ocidente e as outras nove voltadas para Oriente, forradas com folhas de cobre de riquíssimo lavor, rematando a porta principal toda coberta de lâminas de ouro, em artística e delicada filigrana. Sendo os dois grandes templos muçulmanos dos primeiros dessa religião, a Zécae não Séca como o aforismo viria a deturpar – e a Meca, a um e outro iam os devotos em massivas peregrinações’.
De onde provém a frase Ir a Zéca e a Meca, Andar de Zéca a Meca ou, mais trivialmente, Correr Zéca e Meca.

Do mesmo modo, serve, ir e vir de um lado para o outro, andar daqui para acolá sem destino certo.
O que também expressa andar de Herodes para Pilatos (como Cristo) ou andar de Cila para Caribdis, que nos transporta à Mitologia: Cila e Caribdis, eram duas criaturas marinhas que viviam no Mar Egeu, perto do estreito de Messina, onde se entretinham a criar perigos, rochas, fortes ondulações de modo a naufragar todas as embarcações que por ali passassem. Daí que, passar (a andar) de um para o outro, significava ficar desorientado e a arriscar-se à perdição.

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(quem corre com medo, não pergunta pelo caminho)