boicote (fazer)

A palavra boicote teve a sua origem na Irlanda, por volta de 1880.
Nessa altura, Lord Erne, um rico irlandês, proprietário de bastas terras, tinha como administrador das suas fazendas, um tal Edward Boycott, homem de falas sibilinas e olhar baço, mas que escondia uma personalidade ruim e especialmente desapiedada com quem lhe fosse dependente. Por isso, naturalmente, num instante tornou-se alvo de toda a sorte de antipatias e ressentimentos da parte dos camponeses que trabalhavam nas propriedades de Lord Erne.

Descontentes e penalizados com os métodos e as injustiças de Boycott, os trabalhadores pediram ao Lord que o destituísse das suas funções. Como não fossem atendidos, deixaram de trabalhar as terras e fazer a apanha dos frutos e cereais, provocando assim a perda das culturas naquela época. Boycott, de imediato, expulsou os amotinados camponeses e contratou trabalhadores noutras terras vizinhas, o que acabaria por provocar rixas em toda a região. De tal monta foi a agitação que os proprietários daquela província, apoiando os trabalhadores sublevados, a quem reconhecerem razão e direito, decidiram não comprar nem vender coisa alguma a Boycott ou aos seus assalariados de ocasião. Depressa Lord Erne emendou o erro e demitiu Boycott.
Este episódio de resistência tomou o nome da pessoa contra a qual era dirigido, vulgarizando-se a expressão ‘façamos igual como a Boycott; não tardou a usar-se em toda a Inglaterra e, daí, espalhou-se pela Europa, em casos semelhantes ao da intransigência e iniquidade de Boycott.

 

 

 

(Guarda-te do alvoroço do povo e de tratar com doido)