cada cabeça sua sentença

Outro aforismo de óbvia compreensão. De origem latina (Tot capita, tot sententiæ) que nos remete para Terêncio, dramaturgo e poeta romano (185 a.C.) que, no seu Phormio, coloca a frase na voz de um personagem Quot homines tot sententiæ (Cada homem cada sentença).
Mais tarde, Propércio escreveria coisa parecida Omnia non pariter rerum sunt omnibus apta (Todas as coisas não convêm igualmente a todos).
Variantes (idênticas ou próximas) do mesmo axioma também encontrámos em outros adágios como, p. ex., cada coisa em seu lugar, cada qual com a sua cruz, cada um é filho das suas obras, cada ovelha com a sua parelha, cada qual sabe onde lhe aperta o sapato e, ainda, estas afins, mal pensa quem não repensa, pensa muito, fala pouco e escreve menos, pensar não é saber tal como olhar não é ver.

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(de pensar morreu um burro, com freteiro, cangalha e tudo)