entender do riscado

Quer-se dizer, ser conhecedor profundo do tema, sabedor abalizado em determinada matéria.
Julga-se que a origem deste axioma virá dos primórdios do estudo e interpretação da Botânica e Arquitectura, dos desenhos técnicos, das gravuras, dos riscos feitos pelos investigadores. Os leigos, naturalmente, não entendiam o riscado. Não entender do riscado, então, é ser ignorante, é estar por fora da disciplina ou do assunto.

 

 

 

(quem não sabe latim fica assim)

olho por olho

A referência a este conceito é muito vulgar no Antigo Testamento, no Levítico, Êxodo e Deuteronômio, que continham várias enunciações de leis antigas, entre elas a lei de Talião que, de um modo genérico, tem por principio compensar o valor da perda de modo semelhante à ofensa.
A origem desta noção de justiça. baseada, ao cabo, na perspectiva de reciprocidade da pena com o crime, no entanto, é ainda mais antiga do que os livros judeus.  Mais de mil anos antes, a fórmula já aparece no babilónico Código de Hamurabi, 1740 a.C. Os seus 282 artigos, escritos em pedra, ainda em tempo de prevalência da transmissão oral, alberguem o ovo da lei de talião.

A base era igual para todo e qualquer delito: o delinquente sofrerá o mesmo dano ou dano que praticara sobre outrem. A regra, porém, na maioria dos casos era impraticável, daí que a paridade era arbitrariamente decidida pelo juiz. O ladrão que arromba a porta ou a janela de casa alheia, será condenado à morte e a ser enterrado frente à casa violada. Se alguém assaltar, roubar e ferir o viandante, será morto.  
As leis hebraicas afinavam pelo mesmo diapasão. Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,  lê-se no Êxodo 21:24. No entanto é bem perceptível que, em quaisquer das situações e dos tempos, o conceito básico de olho por olho dente por dente, é sobretudo não uma premissa de justiça mas, antes, uma determinação de vingança.
Esta bárbara expressão de justiça acabaria por encontrar o seu émulo em Mateus 5:38-39,  quando Jesus disse: Vocês ouviram o que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te dá na face direita, volta-lhe também a outra.
Séculos mais tarde Gandhi diria a esse respeito olho por olho e o mundo acabará cego.

 

 

 

(com a minha justiça, eu luto, luto, luto)