Dezembro nos provérbios

Dezembro deriva do latim December, décimo e último mês do calendário romano. Tornou-se o 12º aquando da reforma de Numa. É o último mês do ano moderno desde 1564.
(no dia 22, pelas 06:08 horas, o Sol dá entrada na constelação do Capricórnio, iniciando o solstício do Inverno)

Entre o Menino e Tomé (21) três dias é
Depois do Natal os dias crescem uma passadinha de pardal
Inverno geral é sempre um mês antes do Natal
Em Dezembro trem o frio em cada membro
No Santo Ambrósio (7), frio para oito dias
Pelo Natal, neve no monte e água na ponte
Por São Nicolau (6), neve no chão
Em Dezembro lenha e dorme
No dia de São Tomé pega o porco pelo pé. Se ele disser ‘quié-quié’, diz-lhe que tempo é; se ele disser ‘que tal-que tal’, guarda-o para o Natal
Em Dezembro a chuva e em Agosto a uva
Em dia de São Tomé favas à terra
No Natal bico de pardal vai ao laranjal
Pelo Natal quer-se cada ovelha no seu curral
Pelo Natal semeia o teu alhal, mas se o queres cabeçudo semeia-o pelo Entrudo
Pelo Natal se houver luar senta-te ao lar; mas se houver escuro semeia outeiros e tudo
Dezembro quer lenha no lar
Tudo vem a seu tempo e os nabos pelo Advento (1)
Ande o frio por onde andar o Natal o irá buscar
Em dia de Santa Luzia (13) onde o vento fica de lá aporfia
Descansa em Dezembro para trabalhares em Janeiro
(1) O Advento é, grosso modo, o período de quatro semanas que decorre antes do Natal.

10 comentários sobre “Dezembro nos provérbios

  1. APC 16 Dezembro, 2007 / 23:30

    Entretanto, lembrei-me que a minha avó materna costumava “interjeitar” uma espécie de “arremeda” quando as coisas não lhe corriam de feição. Mas dividia esta palavrita ao meio, formando duas; sendo que a segunda, também ao meio tinha uma letrinha mais: um “r”! :-S
    Sim, era isso mesmo!…

    🙂

  2. Jardineira aprendiz 13 Dezembro, 2007 / 22:00

    🙂 Este blog é um manancial de informação interessante! Já tinha lido este post no reader, que às vezes convida à preguiça de não vir comentar.

    E agora ao ouvir a música lembrei-me de perguntar, conhece os Danças Ocultas? Passo a publicidade, mas gosto muito deles e como são de Águeda… lembrou-me ao ouvir as concertinas.

  3. APC 10 Dezembro, 2007 / 02:16

    Magníficas, essas premissas melodiosas com o fito de ajudar à adaptação do Homem ao seu meio. Desencantei três outras… E feitas de chuva (eheheh):

    Mal vai Portugal se não há 3 cheias antes do Natal.

    ou:

    Para que o ano não vá mal, os rios enchem 3 vezes entre S. Mateus e o Natal.

    e:

    Pelo Natal, neve no monte, água na ponte.

    Ah, pois é… Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar. Bem percebi isso ontem, para as bandas de Santarém. Durante muito tempo, aquecedor e lareira não bastaram. Mas é assim mesmo. E dessas coisas ficam memórias boas! 🙂

    Por fim, já faltou mais, já! Para o “Natal em casa, junto à brasa”.

    Deixa-me deixar-te um abraço natalício! :-)))

  4. Gi 8 Dezembro, 2007 / 17:21

    Confesso a minha ignorância na grande maioria. Sábias as palavras fruto da experiência. O saber feito estória. Feito adágio.

    Um beijinho

  5. Maria Laura 8 Dezembro, 2007 / 16:14

    Sabia alguns, outros não. Aprendemos sempre, não é?

  6. Mofina Mendes 8 Dezembro, 2007 / 15:37

    Conheço mais este:

    Quem come carne no Natal, é burro ou animal.

  7. un dress 8 Dezembro, 2007 / 13:01

    engraçado como tudo convida à hibernação…:)

  8. Ana Paula 6 Dezembro, 2007 / 10:38

    Sempre interessante relembrar estes ditos!
    Retenho esta passagem: “Ande o frio por onde andar, o Natal o irá buscar”.
    A proximidade da época tem trazido consigo o frio, sem dúvida! :):)
    Bom final de semana!

  9. samuel 6 Dezembro, 2007 / 00:43

    Não consigo ouvir este tipo de provérbios sem me lembrar de um que há uns tempos se tornou muito popular cá em casa, tanto que até mandei pintar um prato artesanal com o dito (que ainda por cima vem a propósito do post):

    “Chuva em Novembro, Natal em Dezembro!”

    Abraço.

  10. Justine 5 Dezembro, 2007 / 14:14

    É significativo como todos estes ditos populares se relacionam com a agricultura e afins, fundamentos da vida há uns bons pares de anos.
    Eu por mim vou seguir escrupulosamente a primeira parte do último provérbio, descansar em Dezembro…e em Janeiro logo se verá!
    Abraço

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