Natal


Globalização
e Facebook são duas potentíssimas justificações para que o mais simplório dos mortais tenha amigos espalhados um pouco por todo o mundo. Ora, como estamos em plena época natalícia (e, sem eu saber bem porquê, o sinónimo mais adequado a Natal é prendas...) aqui vão alguns conselhos que vos podem ser úteis no momento das compras.
Se pensarem oferecer um lenço, de seda ou mesmo de sarapillho, aquela amiga latino-americana que conheceu nas últimas férias em Cancum, esqueça! Ela pode pensar que a quer ver a chorar. Se conheceu o Harutu Soku, o japonês que veio aos ‘golds’ e lhe quer  oferecer um presente, não caia na asneira de lhe juntar um crisântemo (ou qualquer florida variedade que os inclua) corre o seríssimo risco de ser considerado presunçoso: o crisântemo é o símbolo pessoal do imperador e não é utilizado comercialmente, fique agora a saber.
Nunca ofereça nada à mulher de um árabe. Nem pense! Seja a tipa uma brasa ou uma mestrunça. Tem ideia do tamanho da lâmina de uma saif (cimitarra, espada, tanto faz!) árabe?…
Aos Franceses e Ingleses, nem pensar oferecer presentes, a não ser que se conheça bem a pessoa. Os Franceses, se não o conhecerem desde a escola, pensam logo que ‘aqui está um gajo armado em protector’; pior, os ilhéus (ingleses, claro), do alto da sua aristocrática etiqueta consideram um tanto ou quanto ordinária essa coisa comezinha de oferecer presentes e, como forma de agradecimento, preferem receber as pessoas. Á hora do chá.
E as diferenças vão por aí fora, consoante o local onde se vá; e também, ou talvez por isso, têm atitudes diferentes a respeito da oferta de presentes. Os Americanos são talvez os que mais gostam de dar, mas os Árabes são os que oferecem os presentes mais generosos (coisas do petróleo...) e é natural que esperem receber também presentes generosos. Os Japoneses têm uma autêntica mania de dar presentes. Já os costumes chineses impedem um anfitrião de receber presentes, a não ser que quem os recebe tenha uma boa e honrosa razão para os receber. É esquisito, eu sei, mas é mesmo assim.
Tanto os Chineses como os Japoneses consideram que os presentes pessoais devem ser oferecidos em particular, por isso nunca ofereça presentes a um japonês ou a um chinês em público, a não ser que se trate de um presente igual para várias pessoas.
Ah!, ainda os latino-americanos: nunca lhe ofereçam nada que seja ou que se pareça com facas, espadas, canivetes, guilhotinas, lâminas, x-actos, coisas assim: significa que querem cortar relações com ele.
Depois não diga que não avisei.
Tenha (e dê) um Santo Natal.

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