não é bem assim…I parte

Muitos (ou alguns, ou poucos…) saberão que a última batalha de Wellington contra Napoleão foi travada em Waterloo, que Hitler era forrador de paredes e que o seu verdadeiro nome era Schickelgruber e, até, que os touros distinguem o vermelho.
No entanto, isso, tal como grande quantidade de outras coisas que conhecemos, não se passaram ou não são bem assim…
A batalha de Waterloo, por exemplo, na verdade foi travada a cerce de cinco quilómetros dessa localidade, entre umas desconhecidas aldeias de Plancenoit e Mont St. Jean. Adolf Hitler sempre teve este nome; era filho de Alois Hitler e, que se saiba, nunca forrou paredes.
Ah!, e os touros não conseguem distinguir uma cor da outra, sejam quais forem.
Outros exemplos? Então, por hoje, vejamos dois casos:

Joana d’Arc
Não era francesa. A sua terra natal, Domrémy, pertencia ao ducado independente de Bar, que mais tarde passou a fazer parte da Lorena, e esta só foi integrada no reino da França em 1776, pouco antes, isso sim, da queda da monarquia. Joana, tampouco era aquela camponesa pobre de que falam as lendas (e os filmes...). O pai, embora originário de uma família de fazendeiros, era suficientemente abastado para ser rendeiro de uma casa feudal e, ainda, um dos cidadãos mais importantes de Domrémy.
Passando agora para um edifício…
O Kremlin
Moscovo tem um Kremlin, mas o mesmo acontece com muitas outras cidades russas – só que o de Moscovo é o mais conhecido, daí a singularidade do ‘O’. Em russo, a palavra significa cidadela (ou fortaleza), originariamente destinada a proteger dos saqueadores o interior da cidade. O Kremlin de Moscovo também não é, ao contrário do que é geralmente suposto, um único edifício, mas sim um conjunto deles dentro de um grande recinto murado.
Antes de falarmos do cemitério de elefantes, do Big Ben, da tulipa e outras coisas, sabia que nos cinquenta e seis contos e quatro romances escritos por Arthur Conan Doyle o seu famoso Sherlock Holmes, nunca pronuncia a célebre frase ‘Elementar, meu caro Watson’? Sabia?…

marca roscofe…


É verdade que é um apodo já pouco usual. Mas resiste. Ainda há muito boa gente que sabe, que tem noção de que há por aí muito badameco marca roscofe!…
Aquele gajo é marca roscofe é o mesmo que dizer que o visado é ordinário, má índole, gente rasca, reles, e por aí fora.
Isso (quase) todos nós sabemos. O que poucos sabem é que roscofe tem a sua origem nos relógios de marca… Roskopf. Ou seja, os relógios criados por um senhor suíço de nome Georges Roskopf, por volta da segunda metade do século XIX.
Ora, e aqui as opiniões dos estudiosos destas coca-minhoquices dividem-se, parece que os ditos relógios, apesar do seu deslumbrante aparato, não eram mais do que uma valente endrómina (assim tipo da ‘loja dos chineses’...); e daí se começasse a dizer, sobre qualquer coisa que ‘parecia mas não era’, que era… marca roscofe!

Bom, mas há quem diga que os relógios do senhor Roskopf estavam bem longe de ser de má qualidade; simplesmente, ao que consta, foram tantas as imitações que se fizeram da marca, que por serem de qualidade muito fraca, daí ter surgido o dito que atrás refiro.
E, no caso de Portugal, a verdade é que poucos Roskopf apareceram à venda; era quase tudo roscofe…!
Mas, faça uma experiência (que eu também já fiz): procure online e tente comprar um. Roskopf, claro. E vai ver por que é que anda aí tanto roscofe