gosta de baunilha?…


A planta da baunilha é um dos mais belos e sensuais membros da família das Orquídeas. Floresce na ilha quente e húmida de Madagáscar, uma antiga colónia francesa, onde as plantações variam desde pequenos pedaços de terra a extensas herdades. Ainda hoje, nas mais cuidadas produções, as plantas são polinizadas a mão pelas fécondeuses: mulheres e crianças que diariamente passam entre as plantas, durante o período de floração de dois meses. As vagens são de tal modo preciosas que, em algumas criações, chegam a ter gravado o cunho do proprietário.
A transformação destas vagens verdes e inodoras em brilhantes e aromáticos feijões passa por diversos processos. Durante cerca de dez dias são alternadamente cozidos e colocados em estufas antes de serem postos a secar, artificialmente ou ao sol, durante cerca de cinco meses. Por fim são exportados em caixas metálicas, revestidos de papel a prova de gordura.
Como a baunilha é tão delicada e importante, a sua genuinidade é constantemente ameaçada, apesar dos esforços daqueles que a cultivam e a secam. Os chorudos negócios da falsificação do sabor da baunilha começaram no século XIX, e desde a viragem do século que a própria palavra tem sido abusiva e frequentemente utilizada por gigantes produtores de químicos.
São vendidos diariamente litros de gelados e toneladas de bolos ditos de baunilha que desta não tem nem um bocadinho; apenas o nome…
O seu paladar reside na vanilina sintética, uma substancia muito mais barata, extraída do licor de sulfito, utilizado no tratamento da pasta de madeira para fabrico do papel.
Bom Natal!

 

(ó da) Guarda


..Depois de deitados fora os mouros de Hespanhas, edificou a Cidade da Guarda El-Rei Dom Sancho I em um alto monte que de antes, em tempos de guerras, tinha hua torre que seruia de attalaya a que chamauão guarda, e daqui tomou a Cidade o nome.

É assim que Belchior Pina da Fonseca, em Chronologia dos Bispos da Guarda, explica a origem do nome desta cidade, numa opinião partilhada por diversos autores e que, aliás, ninguém parece contestar. Escrevendo, no século XVII, sobre a Guarda, Fernando da Soledade considerava-a mesmo a chave do Reino, pois, justificava, era decisiva na defesa do território nacional.
E tanto, sublinhe-se, que a tradição popular garante mesmo que, uma vez, um mouro, ao tocar com a mão na porta da cidade, ficou com o braço todo seco.
Na Guarda, recorda ainda Fernando da Soledade, existia uma torre chamada da guarda (hoje, Torre Velha), cuja função principal era guardar a região dos assaltos ordinários dos mouros. Daí, conclui, o nome da cidade e o seu ajustamento à sua função primordial.