memória

 

O QUE FICA

O actual conceito de património, embora conservando o sentido genérico de herança, vai – ou deve ir – mais além. Cada vez mais, está conscientemente ligado à ideia de que não o preservar, negligenciando a sua vetusta natureza,  não a interligando com o quotidiano, é ter presente que se está a malbaratar e a comprometer o futuro.
Património é, na essência, uma palavra polissémica. È hereditário, como familiar, linguista ou histórico. Será cultural, paisagístico, intangível ou globalmente humano. Do latim patrimonium, que dizia ser o agregado dos bens, físicos ou não, necessários a serem transmitidos dos pais aos filhos, de geração a geração, não como razão do seu valor manifesto mas, sobretudo, na sua condição de parte integrante da continuidade da própria vida.
Neste caso o património não são somente palavras ou frases. São os actos, vivências ou acontecimentos que lhes deram origem. E plural, porque não há património, tradição ou identidade com apenas um indivíduo. É esta tradição que Coisas do Arco-da-Velha, em livro ou aqui, pretende, modesta e respeitosamente ajudar a entregar. Tradição é isso mesmo: traditio, tradere, é passar adiante, oferecer, dar continuidade, doar.
Isso é gratificante. E, especialmente, necessário.
                                                                     jorgesteves

 

‘O teu livro é uma boa e agradável surpresa. Embora o tema não seja inédito, a forma como tratas todas as expressões que apresentas, sim isso é muito diferente e muito própria da tua escrita e da tua sensibilidade. E todos ficam a ganhar com isso, os que querem saber e os que querem saborear uma leitura interessante. Parabéns, Jorge.’
Bartolomeu Fernandes, professor, Porto.

‘O que é um erudito? É alguém cuja profunda curiosidade sobre o porquê das coisas o faz ir acumulando conhecimento. O notável livro do Jorge Esteves Coisas do Arco da Velha é uma obra de um erudito para os candidatos a erudito. Estão ali muitos porquês perguntados e todos notavelmente respondidos. Muito bom.’
Tomás Lima Coelho, escritor, Lisboa.

‘Achei o livro muito interessante, O prefácio na forma de carta aberta e a introdução são dois textos que nos despertam o interesse para conteúdo do livro e até à última página não sentimos cansaço nem aborrecimento. Belíssimas explicações para muitos adágios que usamos com frequência e desconhecemos como nasceram. Parabéns Jorge Esteves e, já agora, obrigado por continuar a explicar-nos outros provérbios e outras origens.’
Luísa Fonseca, Braga.

‘Quando acabei de ler Coisas do Arco da Velha encarei o seu conteúdo como um ótimo difusor de cultura geral, especialmente para a juventude que não viveu a época em que as populações, sobretudo as rurais, que com a sua sabedoria, as utilizavam através das expressões agora explicadas neste livro. Por este motivo ofereci aos meus 6 netos um exemplar como uma bíblia, que por certo os irão enriquecer. De parabéns está Jorge Esteves que em boa hora pôs a circular este importante veículo da cultura portuguesa. Cordiais cumprimentos’
Eva Maria Santos, médica, Porto.

‘É um livro muito importante pelo que nos ensina e explica sobre as várias expressões que o pensamento vai tomando ao longo dos anos. Interessante como tudo, ou quase tudo, tem explicação e história. E é interessante também constatarmos como o tempo marca presença e se esvai sem que muitas vezes tenhamos consciência da existência das histórias, costumes, vivências a ele ligadas. Recuperar tudo isso é o trabalho notável e estudioso da pessoa muito curiosa e sensível que é o Jorge Esteves. A ele agradeço a sua contribuição para que a vida se me revele de maneira mais clara e com isso enriqueça os dias que me cabem neste mundo.’
Manuela, habitante de um mundo em permanente mudança.

‘Em doses certas de erudição e ironia, de estética e pedagogia, com momentos uns lúdicos outros filosóficos em mistura bem equilibrada, de todo este barro é feito o Coisas do Arco-da-Velha, livro para ter à ‘mão de semear’, para usar e abusar sempre, sem que haja perigo de ficar farto. De tudo e bom se pode ler, aprender e relembrar nas entusiasmantes e entusiasmadas histórias que nos ofereces  neste livro.
Que bom o teu gosto pela investigação, que bom a tua paixão pela língua portuguesa, que bom gostares de partilhar. Obrigada!’
Justine, Ourém

‘Foi um prazer ler todo este livro. Por tudo o que nos foi dado a saber de uma maneira tão agradável (deve ter ouvido muitas histórias fantásticas quando foi menino, não?). Na sua tinta permanente as palavras são o fio do bordado que depois nos aparece na forma de todas as histórias que nos conta. E isso lê-se muito especialmente no interior das capas entre tantas frases feitas falando do autor, tecidas como se fosse uma toalha onde nos serve o alimento. Como aprendi, não é assim, companheiro?’
Cândida Peixoto, Viana do Castelo.