custar os olhos da cara

Custar os olhos da cara é qualquer coisa que tem um preço exorbitante e que, por isso, exige um sacrifício muito grande.
A origem do postulado disseminou-se com a expansão da cultura romana. Plauto, um escritor romano, dos anos 200 a.C., referiu em alguns dos seus textos o costume de arrancar os olhos aos prisioneiros e, também – a relevância estará, provavelmente, neste aspecto – aos governantes que se mostraram indignos dos cargos.
Particularmente, no caso destes últimos, a bárbara sentença tinha uma explicação entendida como admissível: os condenados tinham tido influência, fosse política, social ou militar e, mesmo que sujeitos à humilhação da deposição do cargo e ao vexame da prisão, a verdade é que a sua influência não se extinguia totalmente.
Então, a mutilação tornava-os dependentes, limitados, frágeis e, por isso, incapazes de voltarem a ser perigosos.
Além disso, de modo bem vincado – e aqui está a medida inteira da frase – , o castigo tornava cruelmente evidente que o crime tinha um preço elevado: custava os olhos da cara!
Que tal?…
(ver vale tudo menos tirar olhos)

 

 

 

(os maus são os camaleões do rei)