…de pinheiro

Quem nasceu, viveu ou muito cirandou pelos arribanceirados do Minho, aqui ou ali lhe apanhou peculiaridades tão próprias quanto, por vezes, estranhas e divertidas…
Olhe lá para a fotografia: que nome dá aquela rama do pinheiro? Pois!, agulhas. E mais? Caruma? Certo! E mais, hã?!…
Quantos acrescentarão um ou outro nome? Poucos, muito poucos…
Ora, então, diga comigo os outros nomes que as agulhas do pinheiro têm para as gentes do Alto Minho. Elas são…
Argaço, agulheta, arguiço, branza, candeia, chamiço, carumba, cisca, carunha, caruma, fagulha, faúla, faúlha, fasco, fandango, feno, foupa, frangalho, fungalho, gravanha, gravalha, gravulha, irguiço, moanha, mavalhada, metano, mofo, molosso, munha, pinho, promisca, pruma, rapão, sama e sarafulha.
E eu que lá sou, bem acredito ter esquecido alguma…

 

 

11 comentários sobre “…de pinheiro

  1. tinta permanente 25 Fevereiro, 2010 / 11:16

    Humana
    Ora, amiga, não te rales! Eu, também nada e criado no Minho, não lhe sabia muitos deles!…
    abraços!

    jawaa
    Ora cá aprendo eu um regionalismo ribatejano! Candeia, a flor das oliveiras, não sabia, não!…
    Agora quanto ao resto, acho que aí há uma mistura de regionalismo (dar uma conotação 'meia obscena' a nêspera) e de confusão linguística: nêspera, magnório, mónica, magnólio ou ameixa-amarela são, todas, elas, sinónimos!…
    abraços!

    tintapermanente

  2. jawaa 23 Fevereiro, 2010 / 10:18

    Aqui pelo Ribatejo chamam candeia à flor da oliveira e acho tão bonito! Samas é conhecido de quem faz palavras cruzadas, caruma diz-se aqui das agulhas secas a monte no chão, o mais do resto é obra!
    Bom, mas para quem diz que a nespereira dá magnórios e nêspera é uma palavra meio obscena,dá para entender a variedade.
    E ainda há quem diga que o Português é uma língua pobre!

  3. Humana 21 Fevereiro, 2010 / 20:29

    do alto minho eu sou e não conhecia muitos destes nomes…

    abraço, tinta permanente

  4. tinta permanente 20 Fevereiro, 2010 / 20:09

    Baila sem peso
    A Natureza sempre bem se documenta, sempre, amiga!
    Nós é que somos uns (in)documentados!…
    abraços!

    Bartolomeu
    Ora, quem diria que o amigo Bartolomeu, além do engenho da 'passarola', também da lira faz trova por inteiro!…
    abraço!

    APC
    É manso, APC, é manso!…
    O pinheiro da fotografia, é claro!
    E é verdade: aumentassem os pinheiros na mesma proporção dos velhacos, quase garanto que não havia lugar para eucalipto, finguelas que fosse…
    Abraços!

    Justine
    Não é caso para tanto, verás: eles acabam como os lacraus…
    abraços!

    Rosa dos Ventos
    E, já reparei, faltam ainda outros nomes…
    abraços!

    Arménia Baptista
    Esperemos que não, esperemos que não!…
    abraços!

    quem espreitou…
    …não se esqueceu dos nomes todos da caruma, não? Óptimo!…

    tintapermanente

  5. Arménia Baptista 18 Fevereiro, 2010 / 14:31

    …Na minha terra, (a sul do Porto)diz-se moliço…:)
    A frase amarela, está a esquecer a ameaça do nemátodo!…É que se o bicho pega mesmo, não vai ficar nem um só pinheirinho para justificar provérbio!
    😉

  6. Rosa dos Ventos 17 Fevereiro, 2010 / 14:11

    Cá por estes lados só conheço agulha, caruma, carumba…
    Estou com a Justine mas não pelos pinhais… :-))

    Abraço

  7. Justine 17 Fevereiro, 2010 / 13:23

    Eu não fico é nada descansada com o adágio amarelo…

  8. Violeta 16 Fevereiro, 2010 / 12:45

    Velhacos aumentam de dia para dia, pinheiros nem tanto… que venha a processionária…

  9. APC 15 Fevereiro, 2010 / 18:57

    U A U ! ! !
    Ah, como gosto de palavrinhas e sinónimos e mais palavrinhas por cima desses e doutros, e até nos pinheiros e por baixo deles, caídas (esfrangalhadas então)…
    Fandango, que belo nome. Sarafulha, que bom ao som. Promisca, que coisa estranha.
    Bravo!!! Ou será manso, esse espécime da foto; tão bonita, ela?

  10. Bartolomeu 15 Fevereiro, 2010 / 15:52

    De todas as que o meu amigo apresenta, conhecia somente a sama.
    O extraordinário é, no meio de tão vasta nomenclatura, não precisar o minhoto de carregar debaixo do braço, um traductor.
    😉

    Lá no minho verde e fresco
    Chama-se à caruma irguiço
    Mas ha quem lhe chame fasco
    Outros, chamam-lhe chamiço

    Nestas coisas sou trafulha
    Dotado de pouca roupa
    Senão, chamava-lhe gravulha
    Ou então, seria foupa

    Mas o nosso amigo Tinta
    Que achamos um bom fulano
    Ensinou-nos com muita pinta
    A chamar à caruma, metano!
    ;)))

  11. Baila sem peso 14 Fevereiro, 2010 / 21:42

    Um raminho de pinheiro tão lindo!…
    Ah, mas o poema do Ary não tem comparação!!!!
    (e não conhecia esta interpretação!!)
    e sejam agulhas, ou outras que tais
    esses "piquinhos" são seiva
    que aqui deixou Amor em seu abrigo
    num acompanhar tão perfeito em união
    entre o poema, foto e explicação!

    (hoje não comento a amarelinha
    porque falar de velhacaria, aqui
    até me parecia muito mal tal "falinha"!) 🙂

    (ah, e a Natureza bem se documenta
    sem necessário nenhuma "ementa" ;))

    Meu beijo e bom final de Domingo!

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