e foi um espanhol, quem diria!…

……………………………………………………………………………………………. (fotografia de Brian Dan)

Pode parecer surpreendente, mas, pensando bem…
Em Portugal, a ideia de limitação do período de trabalho diário, deve-se a Filipe I de Portugal (Filipe II, de Espanha, O Prudente).
Este monarca, dirigiu, por volta de 1583, ao então Vice-rei das Índias, na Lei 8ª, Capítulo XIV, a seguinte instrução:
Todos os obreiros das fortificações e das fábricas, trabalharão oito horas em cada um dos dias, quatro pela manhã e outras quatro pela tarde: as horas serão distribuídas pelos mestres conforme o tempo mais conveniente para evitar aos obreiros o ardor do sol e permitir-lhes o cuidarem da sua saúde e da sua conservação, sem que assim faltem aos seus deveres e ofícios.
Entretenha-se a
descobrir o que mudou em mais de quatro séculos…

 
.

 

19 comentários sobre “e foi um espanhol, quem diria!…

  1. APC 10 Fevereiro, 2009 / 00:34

    Olha, eu já pareço o tal burro: ora venho, ora vou, ora volto…! 😉

  2. jawaa 9 Fevereiro, 2009 / 22:08

    E ainda continua a dizer-se que, de Espanha nem bom vento nem bom casamento…!!!
    Quem diria… mas ponho a dúvida da Justine.
    Abraço

  3. Baila sem peso 9 Fevereiro, 2009 / 20:33

    …huummmm…tenho um Filipe em casa…será que isso me mudará alguma coisa? P´ra ganhar, ou p´ra perder?…huummm, vamos ver, vamos ver…e como já por aqui se disse: “na questão do burro” fico a matutar…
    será que “todos os caminhos vão dar a Roma”, pois…
    e gostei de recordar a Ronda dos Quatro Caminhos…xiii, tem tanto tempo…tanto caminho palmilhado 🙂

  4. Idun 8 Fevereiro, 2009 / 20:24

    os que acima comentaram já disseram quase tudo o que eu tinha para dizer.
    mas fico a matutar na questão do burro que tanto viaja e nada aprende…

    marradinhas amistosas da bicharada do “pequeno jardim”

  5. cristal 8 Fevereiro, 2009 / 16:46

    Quem sabe não estaremos à espera que outro espanhol nos governe, para dar mais atenção aos que trabalham do que a que têm dado os (des)governos portugueses…

  6. São 8 Fevereiro, 2009 / 16:28

    Assim, até foi boa a ocupação, rrrsss
    Não podemos voltar ?
    Boa semana.

  7. elvira carvalho 8 Fevereiro, 2009 / 00:05

    E depois voltámos a trabalhar mais horas na primeira república.
    Um abraço e bom fim de semana

  8. mdsol 6 Fevereiro, 2009 / 21:26

    Mais um esclarecimento interessante!
    :))

  9. Justine 6 Fevereiro, 2009 / 18:22

    Quem diria, há quatro séculos! Eu cá “cheira-me” que até regredimos…mas deve ser má vontade minha!
    Abraço de bom fim de semana

  10. Teresa Durães 6 Fevereiro, 2009 / 15:32

    P.S como trabalho de escravos, claro

  11. Teresa Durães 6 Fevereiro, 2009 / 15:32

    fantástico! Não sabia! e precisamos de regressar ao tempo dos romanos após 4 séculos e meio depois 🙁

  12. Bartolomeu 6 Fevereiro, 2009 / 11:44

    … e depois, quem é que aguentava trabalhar nas obras, sob o sol escaldante indiano, mais de 8 horas diárias!?
    O Dom Filipe demonstrou inteligência, protejendo dessa forma o seu capital humano.
    Se fosse hoje, mandava instalar ar condicionado nas obras e umas mocinhas a distribuir bebidas frescas de quarto, em quarto.
    Hmmm?
    Não, desculpem, não é nada do que estão a pensar, referia-me a quartos de hora, ou seja, períodos de 15 minutos, que é como quem diz, de novecentos segundos.
    Já se imagináram a carregar tijolos, sob um sol abrasador e ter de esperar 900 segundos para regrescar a goela?
    Ah pois é…
    ;))

  13. Graça Pires 6 Fevereiro, 2009 / 10:57

    Filipe II foi um grande rei.
    Um abraço.

  14. bettips 6 Fevereiro, 2009 / 04:11

    Parece-me bem, ao tempo foi revolucionário. Mas também eles vinham habituados às sestas…!!!
    Agora, revoluções na continuidade são trabalhar ou dar a impressão de. Assegurar um lugar de sobrevivência.
    Infelizmente, muito se perde e subverte. Abçs

  15. APC 6 Fevereiro, 2009 / 03:51

    Seguindo o comentário da Arábica, mudou também o sentido de mestre, como aquele que se dedica ao que ensina e a quem ensina, transmitindo-lhe o máximo do seu saber. E aprendendo com ele, já agora (bem retribui a seu mestre, aquele que não permanece mero discípulo, dizia-o Nietzsche). Mas talvez já poucos procurem a mestria no que seja… Bem mais se investe no parecer do que no saber… E no ser! E isso não tem nada a ver com ser-se português ou espanhol, yo creo.

    Xiii!… Como me afastei do tema!

    De ti, não o suficiente que impeça este abraço.

  16. Arabica 5 Fevereiro, 2009 / 22:32

    Talvez tenha mudado o conceito de obreiro.

    Já ninguem deseja que façamos/ergamos uma obra.

    Querem-nos simples números, automatos e sem muita voz, se possível.

  17. Rosa dos Ventos 5 Fevereiro, 2009 / 22:24

    É um sobrinho talvez tetraneto, mas que lhe herdou o dom, aliás como vários elementos da família Roque Gameiro.
    Eu sou da família do lado desajeitado… :-))
    Aquelas aguarelas dele de “As Pupilas Do Senhor Reitor” são lindas!

    Abraço

  18. vida de vidro 5 Fevereiro, 2009 / 22:16

    O que quer que tenha mudado provavelmente foi para pior… **

  19. Rosa dos Ventos 5 Fevereiro, 2009 / 17:46

    Pelos vistos de Espanha também vieram boas coisas…

    Abraço

(actualmente os comentários estão encerrados)