entrar (ficar, estar) em pânico

 

, de quem a própria Mitologia não diz muito (diz-se, por exemplo, que seria um dos bastardos de Zeus, provavelmente filho da cabra Amaltélia…), era, no entanto, uma das oito maiores divindades gregas. Segundo contam os seus historiadores, foi um dos generais do exército de Osíris e, com ele, teria combatido denodadamente contra Typhon.
A dada altura, porém, as suas tropas foram surpreendidas, durante a noite, num vale cujas saídas, sabia , estavam guardadas fortemente pelo seu inimigo. Nesse cerco mortífero, , então, inventou um estratagema para se livrar de tão difícil situação. Ordenou aos soldados que, em uníssono, soltassem gritos estridentes, uivos lancinantes para que os ecos das montanhas e das florestas os multiplicassem vezes sem conta. O caso é que resultou; os inimigos, apesar de senhores do apertado cerco, assustaram-se de tal modo que fugiram espavoridos.
Foi, assim, a partir desta lenda que se originou a expressão entrar em pânico, significando um terror súbito e intenso, que surpreende as pessoas e que desencadeia reacções e comportamentos pouco racionais, e por vezes perigosos, na maioria das vezes sem explicação.
O uso inicial de torpor pânico abreviou-se, substituindo simplesmente o qualificativo pelo substantivo, de modo que hoje designamos esse estado unicamente pela palavra pânico, apenas antecedendo-o do verbo, usando-o no tempo verbal mais adequado: entrar, estar ou ficar em pânico. Desta forma perdeu a qualidade de adjectivo e adquiriu o grau de nome.
Onde se prova como um deus mitológico faz milagres…

 

 

 

(quem de porcos há medo, até as moitas lhe roncam)