Faro

Ossónoba, uma designação derivada da expressão fenícia (ou púnica) Osson Êba (armazém no sepal) -do período em que se estabeleceu uma área comercial no morro da Sé- , terá sido o primeiro nome da cidade, pelo qual, aliás, a urbe ainda hoje, por vezes, é tratada. O topónimo resistiu à ocupação árabe e só desapareceu no século IX, mudando então para Santa Maria doOcidente. Após a governação de Said Ibn Harun (Ibne Harune), na taifa de Santa Maria (século XI), a cidade passou a designar-se Santa Maria Ibn Harun. Mais tarde, depois da sua conquista por D. Afonso III, os portugueses (provavelmente inspirados no último nome deSaid Ibn Harun) baptizaram-na com o nome de Santa Maria de Fáaron ou de Fáraon (ou,ainda, deFaaram, segundo alguns autores). Nos séculos XVI e XVII, a denominação evoluiu sucessivamente para Farom, Faroo e Farão, das quais resultou, no século XVIII, a denominação actual.
Mas também pode ter acontecido, admitem alguns investigadores, que os muçulmanos não tenham querido manter, durante o seu domínio, o nome cristão de Santa Maria, baptizando, então, a povoação de Faraon (que significará povoação dos cavaleiros, já que farás quer dizercavalo e fares significa cavaleiro), de que terá resultado, após a expulsão daquele povo, o nome de Faro.
Há, no entanto, quem queira fazer derivar a denominação da cidade de pharo, depois, faro, por causa de um farol que os seus fundadores aí construíram, para guiar os seus navegantes. Porém, esta teoria não parece muito consistente já que poucos são os estudiosos que a acham credível.

(a imagem deste apontamento é a capa de um opúsculo da ‘Comissão de Iniciativa de Faro’ que, em 1925, publicitava as Festas das Amendoeiras em flor)

 

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