Julho

Sétimo mês do ano do nosso calendário.
Chamou-se, primeiramente, Quirinalis, segundo uns, Quintilis, segundo outros, e foi o quinto mês de Rómulo, passando depois a denominar-se Julius, por decreto que Marco António publicou em honra de Júlio César, por este ter nascido no dia 12 desse mês. Entre as mais célebres festas que neste mês se celebravam, adquiriram fama os jogos de Neptuno: os Apolinários, os do Cerco e os de Minerva. No dia 28, oferecia-se a Céres, deusa das searas, um sacrifício de vinho e mel e, em honra de Canícula, matavam-se alguns cães ruivos para afastar os calores violentos.
Os antigos simbolizavam Julho num homem nu, crestado pelo sol, ornado de espigas e sustentando num dos braços uma cesta com amoras.
A divindade que preside ao mês é Júpiter, e tem como diabo, Belzebuth. Os cabalistas dão-lhe como animal o veado; a ave é a águia; a árvore é o carvalho.
Os espanhóis chamam-lhe Júlio, os italianos, Luglio, os franceses, Juillet, os ingleses, July, os alemães, Julius, os dinamarqueses, holandeses, suecos e noruegueses chamam-lhe Juli, os sérvios, Ioul, búlgaros dizem Iouliy, os russos, Liouil e em esperanto é Júlio.

Dia 1 (1867) – É abolida, em Portugal, a pena de morte.
Dia 2 (1778) – Morre Jean-Jacques Rousseau, escritor e filósofo suíço; (1932) – Morre, exilado em Inglaterra, D. Manuel II, o último rei de Portugal.
Dia 4 (1776) – Proclamada a independência dos Estados Unidos.
Dia 5 (1932) – Toma posse o primeiro ministério presidido por António Oliveira Salazar.
Dia 7 (1769) – É inaugurada a Fábrica de Vidros da Marinha Grande; (1858) – Nasce José Leite de Vasconcelos.
Dia 8 (1620) – Nasce o escritor e fabulista Jean Fontaine; (1497) – Larga, do Tejo, a armada de Vasco da Gama; (1832) – Desembarca no Mindelo, D. Pedro IV, com um exército de 7500 homens.
Dia 9 (1832) – O povo do Porto destrói todas as forcas que pejavam na Praça Nova (hoje, Praça da Liberdade) e na Cordoaria.
Dia 10 (1499) – Chega a Lisboa uma nau com a notícia do descobrimento do caminho marítimo para a Índia; (1900) – Realiza-se, na cidade de Penafiel, o primeiro registo civil.
Dia 12 (1536) – Morre Erasmo, notável filósofo holandês: (1880) – Nasce Mousinho da Silveira.
Dia 14 (1780) – O povo de Paris toma de assalto a Bastilha; (1877) – É inaugurado o Hospital de D. Estefânia.
Dia 15 (1837) – Nasce a Rainha D. Estefânia.
Dia 16 (1212) – Trava-se a batalha de Navas de Tolosa.
Dia 17 (1385) – Casa-se o criminoso Carlos V, rei de França, com Isabel da Baviera (diz a crónica do monge S. Dinis que ‘na noite do casamento foi tão poupado o pudor, como fora, durante o dia, poupado o dinheiro dos pobres).
Dia 18 (1697) – Morre, na Baía (Brasil), o padre António Vieira.
Dia 19 (64) – Nero manda incendiar Roma; (1481) – Morre de uma indigestão o papa Paulo II. O mesmo que ficou conhecido por ter dito ‘a Religião deve aniquilar a Ciência, porque a Ciência é inimiga da Religião’.
Dia 20 (1483) – D. Fernando, terceiro Duque de Bragança, é degolado na Praça Pública, em Évora, ‘por cometer e tratar da traição e perdição dos reinos de D. João II e sua pessoa real’.
Dia 22 (1684) – Morre a pintora Josefa de Óbidos.
Dia 23 (1889) – Morre o actor António Pedro.
Dia 24 (1856) – O Marquês de Pombal, em nome do Rei, declara livres os filhos dos escravos, nascidos em Portugal.
Dia 25 (1139) – D. Afonso Henriques enfrenta os mouros na batalha de Ourique.
Dia 26 (1429) – Com a abdicação de Clemente VII, termina o chamado Cisma do Ocidente (a existência de dois papas, um em Roma, outro em Avinhão), que começara a 21 de Setembro de 1378 e agitaria todos os reinos cristãos durante mais de 50 anos.
Dia 28 (1794) – Saint-Just e Robespierre são decapitados.
Dia 29 (1501) – O rei D. Manuel I escreve ao rei de Castela, comunicando-lhe o descobrimento do Brasil.
Dia 31 (1750) – Morre o rei D. João V.