lengalengas e trava-línguas

(gravura do Livro de Leitura da 1ª Classe, de 1958)

Parte do acervo da tradição popular é constituído, ainda que com algum incompreensível distanciamento, por um imenso rol de composições, mais ou menos gaiteiras, que há algumas décadas atrás davam o mote para divertir miúdos e graúdos nos longos e frios serões de inverno: falo, claro, das lengalengas e dos trava-línguas. Geralmente transmitidos, geração após geração, apenas por via oral, será porventura esta, a par do habitual laxismo com que se tem tratado a preservação do património cultural, uma das razões para a progressiva perca desta riquíssima e curiosa fatia do imaginário popular.

Aqui estão algumas das que fui e vou recolhendo. Dantes, os velhos que as contavam, que as ensinavam, chamavam-lhe ‘contos’ ou ‘historinhas’. Mais do que lê-las elas devem ser, pelo menos, lidas em voz alta ou, de preferência, aprendê-las de cor, para que, assim, lhes saboreiem plenamente o efeito lúdico que lhes é tão próprio e característico.

E, ao calhar, se souberem outras, e se o trabalho de mas enviar não for tanto assim, já por aqui deixo o meu penhorado reconhecimento.

 

LENGALENGAS


O que está…

O que está na varanda?
Uma fita de ganga.

O que está na panela?

Uma fita amarela.

O que está no poço?

Uma casca de tremoço.

O que está no telhado?

Um gato malhado.

O que está na chaminé?

Uma caixa de rapé.

O que está na rua?

Uma espada nua.

O que está atrás da porta?

Uma vara torta.

O que está no ninho?

Um passarinho.

Deixa-o no morno

Dá-lhe pãozinho.

A Cidade do Penteado

Vamos lá imaginar

A Cidade do Penteado

Onde as casas para variar

Têm cabelo e não telhado.

Na Rua da Chamusca,

Mesmo junto ao passeio,

Fica uma casa patusca,

A casa do risco ao meio.

No Largo Pinto Calçudo,

 

Mesmo em frente ao mercado,

Há um prédio barrigudo,

O prédio do Risco ao Lado.

No beco sarapintado

Há uma casa escondidinha

Com o telhado cortado

Mesmo rente, à escovinha.

Logo a seguir, na Travessa,

No Jardim dos Girassóis

há um prédio com a cabeça

cheiinha de caracóis.

Na Praça do Nabo Cozido,

A casa das Três Chaminés

Usa o cabelo tão comprido

Que quase lhe chega aos pés.

E na Avenida Maria

– casa levada da breca –

a casa da minha tia

tem o telhado careca.

O caçador furunfunfor

Era uma vez um caçador furunfunfor

Triunfador

Misericuntor

Que foi à caça furunfunfaça

Friunfunfaça

Misercuntaça

E caçou um coelho furunfunfelho

Triunfelho

Miesericuntelho

E levou-o a uma velha furunfunfelha

Trinfunfelha

Misericuntelha

Arranja-se o coelho furunfunfelho

Triunfunfelho

Misericuntelho

A velha furunfunfelha

Misericuntelha

Descuidou-se e veio o gato furunfunfato

Triunfunfato

Misericuntato

E comeu o coelho furunfunfelho

Triunfunfelho

Misericuntelho

Veio o caçador funfunfunfor

Triunfunfor

Misericuntor

E disse: – ó velha furunfunfelha

Triunfunfelha

Misericuntelha

Disse: – o teu coelho furunfunfelho

Triunfunfelho

Misericuntelho

Comeu-o o gato furunfunfato

Triunfunfato

Misericuntato

E lá se foi o caçador furunfunfor

Triunfunfor

Misericuntor

Ver se caçava outro coelho furunfunfelho

Triunfunfelho

Misericuntelho.

 

TRAVA-LÍNGUAS

Que é que o senhor disse

Olhe lá, o senhor disse

Que eu disse

Que o senhor disse

Aquilo que disse?

Foi o seu amigo que disse

Que o senhor disse

Que nunca disse

Que eu disse.

Se o senhor disse

Que nunca disse

Que o senhor disse

Então o que é que foi

Que o senhor disse?

O arcebispo de Constantinopla

Se o arcebispo de Constantinopla

Se quisesse

Desarcebispódesconstantinópolitanizar

Quem o

Desarcebispódesconstantinópolitanizaria?

Seria o

Desarcebispódesconstantinópolitanizador?

 

Padre

Ó menina deste casal,

Diga-me se mora aqui

O padre Pedro Pires Pisco Pascoal.

– Não sei qual é esse Pedro Pires Pisco Pascoal

Porque aqui nestes casais

Há três padres Pedros Pires Piscos Pascoais.


Doce

Qual é o doce que é mais doce que o doce de batata-doce?

Respondi que o doce
que é mais doce que o doce de batata- doce

é o doce que é feito com o doce do doce

de batata-doce.

 

.

 

16 comentários sobre “lengalengas e trava-línguas

  1. tinta permanente 24 Setembro, 2009 / 13:24

    Dulce
    Agradeço a divulgação destas 'Coisas do Arco-da-Velha'! De facto, é sempre agradável saber que este espaço é lido, mesmo que nem sempre, por qualquer motivo, queiram comentar. A divulgação, da forma melhor ou menos conseguida, de velhos pedaços do história e saber popular, na verdade, só teria sentido se existir a quem a leitura interesse. Se assim não for, então, que se feche a caixa das 'Coisas do Arco-da-Velha'
    abraços!

    Isamar
    Pois é! Podem perder-se muitas, mas por cá, a verdade é que o espólio aumentou mais um poucochinho. Graças ao que mãos amigas deixaram por aqui ou mandaram por email!…
    Estes já não se perdem!
    abraços!

    Arménia Baptista
    Obrigado, amiga. Julgo que todos nós, por esta ou por aquela, aqui encontramos o que não sabíamos!
    E, quanto à fotografia do livro, a verdade é que já nem todos não lhe acham novidade…
    abraços!

    mfc
    Mas agora sabe mais, não é?…
    Ou menos ou mais, todos nós também.
    abraços!

    Violeta
    Espero que não fosse por razões sem sorrisos!
    abraços!

    elvira carvalho
    Engraçadas! Exceptuando a do 'colarinho', conhecia umas variantes das outras duas (a 'Humana', também, tem ali outra variante da primeira).
    A da formiga, mesmo que não se enquadre exactamente no conceito de lengalenga, é, também, uma historieta (quase cantada) bem enraizada no imaginário popular. Decerto que muitos, como eu, se lembraram que já a ouviram, um dia…
    Um mimo, todas elas!…
    abraços!

    Maria Valadas
    Obrigado por ter vindo. E gostado. Espero, naturalmente, que torne.
    abraços!

    Justine
    Inevitavelmente muito se perde; procuro, como sei e posso, minimizar esse prejuízo.
    Abraços!

    MagyMay
    Pois é: muita gente também desconhecia que assim se chamavam! E, claro, a Cidade do Penteado é bonita, sim senhora!…
    abraços!

    Humana
    Ainda bem que não te apeteceu gingar!… Obrigado!
    abraços!

    J. Brandão
    Destrave lá os dedos, c'um diacho! Não é caso para tanto. O livro, é, talvez, pois, vamos ver…
    Abraço!

    Baila sem peso
    Que boas! Gostei, especialmente, daquela com tantos 'pês'!…
    Do 'corri mares em volta Marião', quase, quase me apetece dizer 'ai Aleixo, ai Aleixo, não tarda nada que te deixo…'
    Obrigado!
    abraços!

    mena m.
    Linda. Gostei. E, ao lê-la, de repente lembrei-me de uma parecida. Aí vai, para todos:
    'Era uma vez
    um barquinho pequenino,
    tão pequenino, tão pequenino,
    sempre a andar.
    Passaram-se uma,
    duas, três, quatro, cinco,
    seis semanas
    e o barquinho,
    e o barquinho,
    sempre a andar.
    Meus senhores
    se esta história não enjoa
    eu voltarei, eu voltarei
    a começar!
    Era uma vez…'

    Obrigado!…
    abraços!

    Rosa dos Ventos
    E, claro, todas associações que se lhe agarram, na nossa memória, torna cada uma dessas imagens, dessas folhas, agradáveis e belas, ao nosso olhar.
    Quanto às lengalengas e aos trava-línguas, todos nós ficámos um pouco mais ricos…
    abraços!

    a todos os que por aqui passaram…
    agradeço o terem vindo.

  2. Rosa dos Ventos 24 Setembro, 2009 / 11:43

    Lembro-me tão bem deste livro…
    Achava as imagens muito bonitas!
    Belíssima ideia a que tiveste de nos recordar este precioso património cultural!

    Abraço

  3. mena m. 24 Setembro, 2009 / 07:15

    Ora bem mais umas coisinhas para decorar!
    Brain jogging!

    Era uma vez três
    dois austríacos e um francês
    o francês que era mais audaz
    saca da espada e zás trás pás
    mas não matou…
    Querem saber porquê?
    Querem saber como a história se passou?
    Era uma vez três…

  4. Baila sem peso 23 Setembro, 2009 / 00:25

    "Já corri os mares em volta Marião"
    sim sim, Marião
    não não, Marião

    Achei aqui no arco, velha coisa escrita Marião
    Sim sim, Marião
    Não não, Marião
    A melodia, poesia, prosa bonita Marião
    Sim sim, Marião
    Não não, Marião
    Com tanta da tua prova de afeição, Marião!
    Sim sim, dirão
    sem dúvida, amigão

    E então lá vai:
    Prezadas pessoas presentes!
    Prezado público!
    Parece pouco provável
    Puder pronunciar pequena palestra
    Por palavras principiadas por P
    Posso porém provar praticamente
    Pequenas, por pares, para puder perceber-se:
    Por P principiarão Pai, Portugal…
    Poucos préstimos possuo
    Podem porém precisar
    Peçam pois para:
    Pedro Paulo Pereira
    Praça Palmeira, 1ª pavimento, 1º piso
    Porto

    Seria mais ou menos assim?!
    No tempo fui perdendo algum P, sim!

    Adorei todas mas gostei da Cidade do Penteado
    Não conhecia e tem um cheirinho
    a conto perfumado!

    No Pedro Pires Pisco Pascoal
    Tenho um vizinho que sabe uma muito igual
    Só que eu ainda não consegui
    Sabê-la toda, para dizer aqui…

    Um beijinho acompanha melodia de Marião
    Travo doce, como o livro que alguns recordarão

  5. J. Brandão 22 Setembro, 2009 / 18:07

    Não é com a língua, mas com os dedos travados fico eu sempre que passo aqui, meu amigo! Isto não vira tudo num livro, não? Olhe que é uma pena se não o fizer.
    Um abraço
    João Brandão

  6. Humana 22 Setembro, 2009 / 15:08

    ora, então, eu vou jogar, já que gingar não me apetece:

    perto daquele ripado está palrando um pardal pardo
    pardal pardo, porque palras?
    palro sempre e palrarei
    porque sou o pardal pardo
    palrador d'el rei

    outra:

    eu fui a viana
    a cavalo duma cana

    eu fui ao porto
    a cavalo dum burro morto

    eu fui a braga
    a cavalo duma cabra

    eu fui ao douro
    a cavalo dum touro

    e, ainda, uma outra versão de lenga lenga aqui deixada pela elvira carvalho:

    o senhor é parvo
    parvo é o senhor
    senhor dos passos
    paços do concelho
    conselho de ministros
    ministro da guerra
    guerra junqueiro
    junqueira alcântara
    alcântara mar
    mar da china
    china xangai
    xian-kai-xeq
    xeque-mate
    mate o senhor
    o senhor é parvo

    sem esquecer a do ninho de mafagafos que tinha sete mafagafinhos…

    cá a bicharada do "pequeno jardim" adorou "a cidade do penteado".

    abraço

  7. MagyMay 20 Setembro, 2009 / 17:28

    Ai como eu gosto tanto destas lengalengas e dos trava linguas! (sabes que desconhecia que estes últimos assim se chamavam?)

    Li e reli…
    Jogo o Doce e vou aprender de cor A Cidade do Penteado…

    PS – A gravura, que boas recordações me dá… é tão linda.

  8. Justine 18 Setembro, 2009 / 17:52

    É preciso não esquecer este hábito espantoso, e tu estás a contribuir para isso com esta tua excelente chamada de atenção.Felizmente que já há livros con recolhas de lenga-lengas, para que nem tudo se perca…

  9. Maria Valadas 18 Setembro, 2009 / 01:30

    Vim pela recomendação da amiga Dulce. do Blog, "em prosa e verso"
    e sinceramente fiquei maravilhada com o que li.

    Adicionei-o aos favoritos, para o visiyat mais vezes e reler a maravailha de texto.

    Bom fim de semana-

    Abraços.

  10. elvira carvalho 17 Setembro, 2009 / 23:47

    A formiga foi ao monte e seu pé na neve prende

    – Ó neve, tu és tão forte que me prendes o pé?
    – Mais forte é o sol que me derrete.
    – Ó sol, pois tu és tão forte que derretes a neve que o meu pé prende?
    – Mais forte é a nuvem que me encobre.
    – Ó nuvem, tu és tão forte que encobres o sol, que derrete a neve que o meu pé prende?
    – Mais forte é o vento que me espalha
    – Ó vento, então tu és tão forte que espalhas a nuvem, que encobre o sol, que derrete a neve que o meu pé prende?
    – Mais forte é a parede que segura o vento.
    – Ó parede, tu és tão forte que seguras o vento, que espalha a nuvem, que encobre o sol, que derrete a neve que o meu pé prende?
    – Mais forte é o rato que me fura.
    – Ó rato, tu és tão forte que furas a parede, que segura o vento, que espalha a nuvem, que encobre o sol, que derrete a neve que o meu pé prende?
    – Mais forte é o gato que me agarra.
    – Ó gato, tu és tão forte que agarras o rato, que fura a parede, que segura o vento, que espalha a nuvem, que encobre o sol, que derrete a neve que o meu pé prende?
    – Mais forte é o cão que me apanha.
    – Então tu, ó cão, és tão forte que apanhas o gato, que agarra o rato, que fura a parede, que segura o vento, que espalha a nuvem, que encobre o sol, que derrete a neve que o meu pé prende?
    – Mais forte é o pau que bate no cão.
    – Ó pau, tu és tão forte que bates no cão, que apanha o gato, que agarra o rato, que fura a parede, que segura o vento, que espalha a nuvem, que encobre o sol, que derrete a neve que o meu pé prende?
    – Mais forte é o lume que queima o pau.
    – Ó lume, tu és tão forte que queimas o pau, que bate no cão, que apanha o gato, que agarra o rato, que fura a parede, que segura o vento, que espalha a nuvem, que encobre o sol, que derrete a neve que o meu pé prende?
    – Mais forte é a ÁGUA que apaga o lume.
    – Ó Água, tu és tão forte que apagas o lume, que queima o pau, que bate no cão, que apanha o gato, que agarra o rato, que fura a parede, que segura o vento, que espalha a nuvem, que encobre o sol, que derrete a neve que o meu pé prende?
    – Mais forte é o boi que bebe a Água.
    – Então, ó boi, tu és tão forte que bebes a Água, que apaga o lume, que queima o pau, que bate no cão, que apanha o gato, que agarra o rato, que fura a parede, que segura o vento, que espalha a nuvem, que encobre o sol, que derrete a neve que o meu pé prende?
    – Mais forte é a pele que segura a Água.
    – Então ó pele tu és tão forte, que seguras a Água, que apaga o lume, que queima o pau, que bate no cão, que apanha o gato, que agarra o rato, que fura a parede, que segura o vento, que espalha a nuvem, que encobre o sol, que derrete a neve que o meu pé prende?
    – Mais forte é o ferro que pica o boi.
    – Então, ó ferro tu és tão forte que picas o boi, que bebe a Água, que apaga o lume, que queima o pau, que bate no cão, que apanha o gato, que agarra o rato, que fura a parede, que segura o vento, que espalha a nuvem, que encobre o sol, que derrete a neve que o meu pé prende?
    – Mais forte é o ferreiro que corta o ferro.
    – Então, ó ferreiro tu és tão forte que cortas o ferro, que pica o boi, que bebe a Água, que apaga o lume, que queima o pau, que bate no cão, que apanha o gato, que agarra o rato, que fura a parede, que segura o vento, que espalha a nuvem, que encobre o sol, que derrete a neve e o meu pé prende?
    – Mais forte é a morte que me mata.
    – Então, ó morte tu és tão forte que matas o ferreiro que corta o ferro, que pica o boi, que bebe a Água, que apaga o lume, que queima o pau, que bate no cão, que apanha o gato, que agarra o rato, que fura a parede, que segura o vento, que espalha a nuvem, que encobre o sol, que derrete a neve que o meu pé prende?

    Não sei se isto é uma lengalenga. Mas aprendi em menina e nunca mais esqueci.
    Um abraço

  11. elvira carvalho 17 Setembro, 2009 / 23:42

    Meu pai me ensinou esta lengalenga:

    Tem graça o Senhor
    Graça do Senhor
    Senhor dos Passos
    Paços do Concelho
    Conselho de Ministros
    Ministro da Guerra
    Guerra no mar
    mar do alto
    alto da serra
    Serra da Estrela
    Estrela está no céu
    O céu é Azul
    Azul é a tinta
    Tinha de óleo
    Óleo de linhaça
    Linhaça são papas
    Papas dão-se aos bebés
    Os bebés bebem leite
    o leite vem das cabras…
    O que é que a senhora me chamou?

    Era uma vez
    um gato maltês,
    tocava piano
    falava francês.
    A dona da casa
    chamava-se Inês
    e o número da porta
    era o trinta e três
    Queres que te conte?
    Um. Dois. Três.
    Queres que te conte outra vez?

    e estes trava-línguas:

    Tenho um colarinho
    muito bem encolarinhado.
    Foi o colarinhador
    que me encolarinhou
    Vais encolarinhar
    este colarinho
    tão bem encolarinhado
    como o encolarinhador
    que me encolarinhou
    este colarinho.

    O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia

    Fui ao mar colher cordões, vim do mar cordões colhi.

    Um abraço

  12. Violeta 17 Setembro, 2009 / 18:30

    Hoje precisava vir aqui e ler os teus posts…
    bjs

  13. mfc 17 Setembro, 2009 / 16:28

    Fantástico.
    A maioria não conhecia de todo.

  14. Arménia Baptista 17 Setembro, 2009 / 16:00

    Muito interessante!…É preciso uma certa «ginástica» para ler tudo isto!!!
    Estas, para mim são novidade…excepto a fotografia do livro;))

  15. Isamar 17 Setembro, 2009 / 13:55

    É sempre um prazer passar por aqui.As lengalengas e os trava-línguas da nossa tradição oral perder-se-ão se não continuarem a existir pessoas e blogues tão interessantes. Bem-hajas, amigo!

    Um abraço fraterno

  16. Dulce 17 Setembro, 2009 / 10:18

    Sempre me encanto com o que encontro aqui, e como penso que tudo o que é bom deve ser divulgado para que não se perca, tomei a liberdade de colocar hoje lá no "Em prosa e verso" um link para o seu "Coisas do Arco da Velha", para que os leitores e amigos que por la passem possam vir conhecer (se ainda não tiveram esse prazer) este seu excelente espaço.
    Esperando ter sua permssão para isso, deixo aqui meu abraço e parabéns por tão lindo trabalho

    Dulce.

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