mausoléu

Esta é, normalmente, a designação que se atribui às grandes construções tumulares, de riqueza arquitectónica (por vezes bem duvidosa…) e artística e de dimensões que ultrapassam a mediania.
A origem desta designação reside, afinal, num nome próprio: Mausolo, rei de Cária, antigo reino da Ásia Menor. Foi a sua viúva, a rainha Artemisa II que, querendo perpetuar-lhe a memória, mandou executar um sumptuoso túmulo numa colina fronteira ao mar, junto da cidade de Halicarnasso (hoje Budrum, em frente à ilha de Cós). No cimo da construção elevava-se uma pirâmide de vinte e quatro altos degraus, encimada por uma colossal quadriga (carro de combate de quatro cavalos a par), sendo os animais e o carro feitos em mármore e todos os arreios em bronze. No lugar de honra estavam duas portentosas estátuas do rei Mausolo e da sua rainha Artemisa. Construído, por volta do ano 353, os seus imponentes quarenta e três metros de altura ficaram na História da Arte como uma das Sete Maravilhas do Mundo.
Hoje dela apenas restam alguns fragmentos, sendo a maior a própria estátua de Mausolo e parte da estátua de Artemisa, que se encontram expostos no British Museum, em Londres.

 

10 comentários sobre “mausoléu

  1. elvira carvalho 3 Agosto, 2008 / 19:56

    Depois de uma cirurgia, estou voltando aos poucos a visitar os amigos.
    Um abraço

  2. tertulias para perogrullos 3 Agosto, 2008 / 02:00

    O ser humano, sempre gustou de construir obras cada cal máis espectacular co fin de engrandecerse e creerse máis especial. Sáudos, por certo, bonito blog

  3. Sophiamar 1 Agosto, 2008 / 14:08

    Sempre associei a construção destes túmulos a uma necessidade de ostentação de poder mesmo para além da morte. Acreditando ou não numa vida extra-terrena, os governantes pareciam querer perpetuar a sua memória mesmo entre naqueles que nunca os conheceriam. O primeiro mausoléu de que ouvi falar, foi o Gala Placídia em Ravena. Era menina, teria uns dez/ doze anos e ainda hoje é o primeiro que me vem à memória. Saio daqui sempre mais rica.
    Bem hajas!

    Beijinhos

  4. RB 31 Julho, 2008 / 17:32

    Que grande pedaço de história.

  5. APC 30 Julho, 2008 / 22:34

    Fica difícil perceber se se trataria de uma mostra de vero reconhecimento e de profundo amor (como o Taj Mahal, por exemplo), se mera espécie de obrigação protocolar, ou mesmo ostentação. Mas gostamos mais de acreditar que uma maravilha dessas seja fruto de uma das maiores maravilhas humanas, claro!

  6. Justine 30 Julho, 2008 / 19:15

    Novidade para mim a origem da palavra.Obrigada por mais um ensinamento, oferecido em jeito de conversa amena, debaixo de uma sombra fresca!
    Abraço

  7. Carla 30 Julho, 2008 / 13:50

    considerada…creio que com todo o mérito…uma das sete maravilhas da Antiguidade
    beijos

  8. Vanda 30 Julho, 2008 / 12:58

    Falhou-me o British Museum, aquando da minha visita a Londres.

    Prometi lá voltar e não desisti da promessa.

    No entretanto vou visitando assim 🙂

    Obrigada.

  9. Rosa dos Ventos 30 Julho, 2008 / 09:25

    Eu, pelo contrário, acho que devia ter sido uma mulher muito amada para prestar semelhante homenagem ao rei seu marido…
    Ou a Mofina terá razão e seria uma forma de se certificar que ele não sairia de lá de forma alguma? :-))
    Gostei da informação.

    Abraço

  10. Mofina Mendes 29 Julho, 2008 / 19:00

    Pobre rainha, casada com um Mausolo não ter sido fácil! 🙂

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