no ano de 1902…

  • Estreia no Teatro D. Amélia, ao Chiado, a peça ‘A Ceia dos Cardeais’ de Júlio Dantas;
  • O Governo Civil de Lisboa emite as primeiras cartas de condução;
  • O Regulamento de Condução Automóvel prevê as velocidades máximas de 10 km/h nos povoados e de 30 km/h nas estradas;
  • É inaugurada a linha férrea entre Beja e Moura;
  • Em Moçambique é esmagada uma sublevação, que havia começado em 1895, contra a soberania portuguesa naquela província ultramarina;
  • O Príncipe do Sião visita Portugal;
  • Há forte agitação estudantil nas Universidades do Porto, de Coimbra e na Politécnica de Lisboa;
  • É inaugurada a iluminação eléctrica em Lisboa;
  • Um litro de gasolina custa 50 réis, um quilo de carne do lombo custa 565 réis e um barril de água ao domicílio custa dois tostões;
  • Um almoço composto por três pratos, em restaurante, custa seis tostões;
  • A 15 de Maio o Governo declara a bancarrota em Portugal.
  • (excepcionalmente, a notícia que, no mês de Abril de 1957, há precisamente 50 anos, foram publicadas as normas a que devem obedecer os fatos de banho na próxima época balnear: admite-se o tronco nu para os homens, mas é proibido o uso do biquini pelas mulheres).

 
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10 comentários sobre “no ano de 1902…

  1. Anónimo 21 Maio, 2007 / 02:12

    Magnífico e original,
    além de útil e didáctico.

    Jaquim

  2. Anónimo 5 Maio, 2007 / 14:31

    Dizia uma Professora de história (uma das minhas preferidas) na velhinha Filipa de Vilhena que em qualquer tempo e com qualquer Nação
    depois do Apogeu o Declínio…
    E eu acredito! no entanto, acho que os Portugueses foram sempre mais de Espadeirada que de Tesouraria!…

    Um abraço da

    Maria Mamede

  3. Gi 26 Abril, 2007 / 11:54

    Vou pegar também nos 30 Km/h 🙂 não é essa a velocidade aconselhada agora para o túnel do Marquês? Estou em crer que já na altura preconizavam esta medida … era para se irem habituando :).

    O resto tão ou mais interessante mas estava a apetecer-me um disparate 🙂

    Um beijinho

  4. margarida 26 Abril, 2007 / 10:58

    É o que eu estou sempre a dizer. Há montes de gente no inferno por coisas que já não são pecado.
    E nós, hoje em dia, ainda vamos lá parar por causa dos pecados actuais: comer no McDonald’s, fumar, etc. etc. etc.

    Quanto ao que diz a “colega” Jardineira, o risco dos 31 k/h não é de admirar. As estradas eram de macadame, estreitas como carreiros, e os automóveis não tinham airbag nem outras coisas que hoje em dia nos protegem. Na velha estrada de Coimbra/Penacova havia nesse tempo uma curva tão perigosa que (contava o meu bisavô) ele e os outros dois automobilistas que nesse tempo existiam na região, paravam antes da curva, iam a pé ver se vinha o carro de algum dos outros dois, e só depois de se certifcarem de que a estrada estava vazia retomavam a marcha.

  5. veritas 24 Abril, 2007 / 17:49

    A bancarrota? Dizem que a história se repete…É óptimo ler estas tuas postagens. Aprendo, de verdade.

    Bjs. Boa semana.

  6. entre linhas 24 Abril, 2007 / 15:16

    Muito engraçado este teu último post.

    Bom feriado

    Bjs Zita

  7. Jardineira aprendiz 23 Abril, 2007 / 23:55

    Fiquei a pensar… qual seria o risco de 31km/h?

    (Se calhar é só a minha santa ignorância…)

    Este blog devia ser de leitura obrigatória!

  8. Maria P. 23 Abril, 2007 / 21:53

    Fantástica esta rubrica!

    Um abraço*

  9. JPD 23 Abril, 2007 / 21:09

    …não se impondo (Ops!), zelosamente, as normas lá se cumpriam…

    Que tempos!

    Um abraço

  10. sonhadora 23 Abril, 2007 / 16:51

    Nada é por acaso.
    Beijinhos embrulhados em abraços

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