o juiz de Barrelas


Ali para os lados das fraldas da serra de Leomil, passou à história uma imaginosa sentença do juiz de Barrelas, homem bom, tornado lenda, lenda que lhe dava como acrescento o usar sempre meias amarelas.
Conta a história de, certa noite, o juiz ter assistido, sem que pudesse intervir, à altercação entre dois homens, acabando a contenda com um a matar o outro à facada. O povo do lugar, porém, acusou um outro, por sabê-lo de candeias às avessas com o morto, e levou-o a julgamento.
O juiz, que estava certo da inocência do acusado, mas que não podia testemunhar devido às suas funções, achou proferir esta sentença, assim como talvez faria Salomão:
‘Vi e não vi; sei e não sei; corra a água ao cimo; deite-se fogo à queimada; dê-se laço em nó que não corra. Por tudo isto e em face da plena prova do processo constante, condeno o réu na pena de morte, mas dou-lhe cem anos de espera para que se arrependa dos seus pecados. Cumpra-se assim. Juiz de Barrelas.
E assim, o juiz de Barrelas fez justiça, salvando um inocente.

 

 

 

11 comentários sobre “o juiz de Barrelas

  1. tinta permanente 16 Abril, 2010 / 16:14

    Rosa dos Ventos
    Pois era! Dos que agora não há!…
    abraços!

    Berro d'Água
    Obrigado pela visita! Volte sempre…
    abraços!

    Justine
    Por isso é que temos a justiça que temos…
    abraços!

    Baila sem peso
    Outros tempos, outras terras…
    (esta era a do Aquilino…)
    abraços!

    gaivota
    Bem lhe perdias a conta!…
    abraços!

    São
    O melhor é a gente livra-se antes de pedir a ajuda divina…
    abraços!

    herectico
    Ora pois!, as terras do 'Malhadinhas'…
    abraço!

    Bartolomeu
    Isso mesmo, amigo!
    abraço!

    Maria Carvalhosa
    Eu é que agradeço a visita, amiga!…
    abraços!

    APC
    Quase apostava que a fotografia é do lugar onde se fez o julgamento…
    (pena o abandono a que esta património está votado!…)
    abraços!

    e aos silenciosos passantes
    …uma boa semana!

    tintapermanente

  2. APC 15 Abril, 2010 / 17:05

    Quando o senso de justiça e a inteligência estão presentes num mesmo Homem, tudo pode acabar bem. E se os que são justos mas parcos em inteligência pouco nos alteram, já quando se reune a inteligência às más intenções, muita coisa se perde. É o mesmo que dizer que as armas foram parar às mãos erradas. A história vale pela lembrança do valor do respeito pelo outro, e, só por isso, vale muito. Mas essa foto, bom… Acho-lhe uma beleza imensa!
    Grande abraço.

  3. maria carvalhosa 14 Abril, 2010 / 17:25

    Muito boa esta história.
    Obrigada.
    Beijos.

  4. Bartolomeu 14 Abril, 2010 / 07:47

    Nos nossos dias… olha-se e não se vê, ouve-se, não se escutando, diz-se sem saber, fala-se sem dizer, fica a justiça por fazer…

  5. heretico 13 Abril, 2010 / 21:24

    oh, oh!!! o "velho" Aquelino…

    um juiz pedâneo (nada de confusões lol). o de Barrelas…

    beijo

  6. São 13 Abril, 2010 / 20:47

    Por vezes, vemo-nos em situações bem complicadas, Deus nos livre!

    Uma semana boa.

  7. gaivota 13 Abril, 2010 / 20:44

    assim se fazia justiça!
    hoje… nem me atrevo a enumerar as quantas (in) justiças vamos dando conta de existir!
    beijinhos

  8. Baila sem peso 13 Abril, 2010 / 15:23

    Este, era parente de Salomão então!
    Para tal sentença em justiça
    Na manga que deitou tanta manha
    Esta foi ela, bem castiça!
    E o fadinho que já conhecia
    também tem que se lhe diga
    tradicional, ainda vera cantiga!
    😉

    e deixo meu beijo e abraço
    no cantinho do teu espaço

  9. Justine 13 Abril, 2010 / 15:20

    A justiça hoje em dia continua a ter todas as manhas. Só que infelizmente nao é para salvar inocentes…
    Abraço

  10. Berro d'Água 13 Abril, 2010 / 14:11

    (a Justiça tem sete mangas e em cada manga sete manhas)

    Gostei!!!

    Tivemos a pouco tempo no Brasil, um juíz com uma sentença semelhante, para um homem do campo apanhado justo no mometo em que roubava uma melancia… A sentenção correu o Brasil e por achá-la interessantíssima, postei num blog que eu tinha e ele, o próprio juíz e autor, me procurou para falar do fato, em meu blog…

    Obrigada pela vista e palavras!!! Gostei mesmo de teu espaço. Consistente!!!

    Cristina

  11. Rosa dos Ventos 13 Abril, 2010 / 14:07

    Esta é das boas! :-))
    Ou, mais concretamente, este juíz era dos bons!

    Abraço

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