a toque de caixa


A caixa (caixa-de-guerra, tarol ou tarola)  é um instrumento musical percussivo, da família dos tambores, crê-se de origem árabe. Dantes usado nas guerras, actualmente serve essencialmente para marcar a cadência das marchas e outros exercícios físicos dos militares.
Partindo da figuração dessas difíceis e penosas actividades, propagou-se a imagem na qual, como os militares, muitos são os que marcham ou andam a toque de caixa.

Por analogia também se refere a uma acção que deve ser executada rapidamente, eventualmente, a mando de alguém ou mesmo por coação.

 

 

 

(escravo, nem de Santo António)

testa de ferro

A mais usual justificação para este apodo leva-nos ao duque Emanuele Filiberto di Savoia que, diz-se, ficou assim conhecido pelo facto de se titular príncipe de Piemonte, conde de Aosta, Moriana e Nizza e ainda rei de Chipre e Jerusalém. Nunca teve qualquer ordenação, merecimento ou poder e, porventura, nem sequer alguma vez passou por algumas destas paragens.
Poderá ser…

E, de alguma forma, é figurativamente nesse sentido que se entende aquele que aparece como responsável por um por um negócio ou empresa sem que o seja efectivamente.
Curiosamente, embora não tão usual, também é, embora de modo distinto, tido por testa-de-laranja, o que é compensado pela tarefa, mas se o esquema não corre conforme planeado, ele é abandonado e assume as consequências dos actos praticados.
Mas, testa-de-ferro também era assim referido em textos medievos o homem que assumia a proa da nau no momento do abalroamento no decurso de uma batalha; literalmente, ele e a proa eram os primeiros a embater no adversário.
Diria que a origem, por empatia e acomodação, se ficará por uma patusca figura de fábula medieval…

 

 

 

(a truta e a mentira quanto maior melhor)