errar é humano

Errar é humano. Justifica o erro, alegando a fragilidade e a imperfeição humana; muitas vezes, diga-se, com excessiva indulgência diante de abusos, jumentadas ou mesmo graves iniquidades.
A frase é de Séneca (Lúcio Aneu), filósofo estóico e um dos mais conhecidos patronos de Roma (nascido em Córdoba, Espanha), onde viveu desde os três anos até aos sessenta e oito. 
Foi preceptor de Nero. Impiedoso o destino que traçou para este eloquente professor um trágico e cruel fim, ditado pelo seu aluno, quando decretou que cortasse os próprios pulsos.
Baseado na doutrina estóica (estoicismo), que enaltece a virtude e, diz-se, esteve presente nos primórdios do Cristianismo, escreveu diálogos, cartas, tratados e livros, entre eles algumas obras célebres, como a Medeia, as Troianas, Édipo e Fedra.
Embora contemporâneo de Cristo, não se lhe conhece qualquer referência ao advento da doutrina cristã. Apesar disso, foi muitas vezes referido por teólogos cristãos.
Curiosamente (ou não), em quase todas as citações da sua célebre frase é vulgar encontrá-la acrescentada pelos exegetas da Igreja:
errare humanum est, sed perseverare in erro autem diabolicum (errar é humano, mas perseverar no erro é diabólico)…

 

 

 

(erro é erro)

morder o pó

De origem saxónica, esta sentença significa a derrota, o derrubamento ou a humilhação, de alguém que a tal foi sujeito.
Deriva de um costume da cavalaria medieval no qual o calção caído e mortalmente atingido em justa ou combate, pegava um punhado de terra que levava à boca para o morder nos dentes. Como referem textos medievos, seria como que um derradeiro ritual homenageando a terra da qual nascera, pela qual fora sustentado e que, nesse gesto final, figurava onde iria repousar.

 

 

 

(duas mortes sofre quem por mão alheia morre)