8 comentários sobre “depois do temporal, ou dos anos…

  1. APC 2 Março, 2010 / 02:17

    Pois tá claro que sim, ora essa! Digamos que o sentido desta tua edição não tinha porque confundir, até pela forma como a terminas. Foi, aliás, exactamente o que o meu comentário tentou reflectir. No acaso, até pensava no terremoto de 1755 e no nosso hoje… muitos mais anos depois!

  2. tinta permanente 25 Fevereiro, 2010 / 11:07

    Bartolomeu
    Gostei de (re)ler aquelas de 'cuspidas e escarradas' e 'alguém se aparecia'! Tenho algumas afinidades beirãs e por lá costumo ser frequente. Quanto à fotografia, a ideia foi exactamente essa: o que mudou nesses cem anos?!…
    abraço!

    Baila sem peso
    Ah!, que hoje arranjei-te um 'requerente' poeta à altura!…
    abraços!

    Rotiv
    Obrigado pela vossa visita; voltem sempre!
    abraços!

    Humana
    Ora aí está, amiga! O estranho é que andamos sempre a achar… estranho!
    abraços!

    APC
    Àparte a(s) tragédia(s) que, por mera coincidência, estão bem presentes nos nossos olhos, a ideia da fotografia está numa outra 'tragédia' lateral: o que se vê, de mudança, em cem anos?…
    abraços!

    MagyMay
    Cem anos (e mais cem, mais cem e outros cem…) sem aprender!
    abraços!

    aos que, silenciosos passam…
    voltem sempre!

    tintapermanente

  3. MagyMay 24 Fevereiro, 2010 / 11:31

    Nada de diferente nos efeitos do temporal… gentes destroçadas, lugares destruídos.
    Cem anos sem aprender que o homem tem que se harmonizar com a Natureza.

  4. APC 21 Fevereiro, 2010 / 23:49

    Ficam as gentes sem nada, num instante, e o que lhes sobra é a vida, o único bem real que vamos tendo. E com razão dizes que não se apura, não. Sendo esta uma das minhas principais áreas de interesse, fico abismada com algumas coisas que vou percebendo pelo caminho, tais como o facto de pouco se vir fazendo de jeito no que respeita aos planos de emergência para prevenção de catástrofes, à eficácia da protecção civil, à protecção das populações face a coisas que sempre nos foram acontecendo e acontecerão. No nosso país, nem tudo é um jardim. Percebemos isto agora, como já o percebemos tantas outras vezes ao longo da história. Mas a "devagarice" com que actuamos contrasta com a celeridade com que o acaso a tantos rouba o espólio de uma vida.

    As imagens, de hoje ou de ontem, são sempre essas: um instante de gente tomada pela perda. É triste!

  5. Humana 21 Fevereiro, 2010 / 20:32

    o que é estranho é que, à primeira vista, até podia ser uma foto actual. como se, em cvertas terras, o tempo não passasse…

    um abraço

  6. Baila sem peso 20 Fevereiro, 2010 / 22:24

    E sem qualquer melhor opinião
    na verdade, a saúde igualzinha…
    e a Natureza faz assim a sua aparição
    sempre em surpresa, nas gentes
    desta vida…
    ânsias do coração…
    (conheci Manteigas num passo de outro tempo…desconhecia o seu lamento!)
    A foto está um espanto!
    100 anos que fazem a uns pranto
    e a outros na lembrança, algum encanto!

    Meu beijo e bom domingo!

  7. Bartolomeu 20 Fevereiro, 2010 / 21:34

    Bem observado caro Tinta, a diferença maior, é somente o tempo, que segundo Einstein, era relativo.
    Conheço aquelas pessoas. A minha família materna é tambem daquela Serra, mas da encosta oposta, perto de Seia.
    Gente dura, resistente.
    Na casa da família existem ainda fotografias dos meus avós, a do meu avô, muito semelhante à dequele cavalheiro de chapéu e colete.
    Tem razão… a diferença maior, são os anos… as pessoas são as mesmas… iguaizinhas, sem tirar nem pôr "cuspidas e escarradas" como se dizia por aquelas bandas, quando alguém se "aparecia" com alguém…
    😉
    Bela evocação!

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