pior a emenda do que o soneto

pior a emenda do que o soneto
Há quem sugira que a origem deste postulado (que pretenda dizer é melhor não mexer para que não fique pior do que está) poderá remontar a Sá de Miranda e à introdução do soneto na lírica portuguesa que, na sua estruturação enunciava que a composição do poema não devia ser mexida, pois isso só iria prejudicar o ritmo e a métrica original.
Em síntese, a emenda seria sempre para piorar o texto original.

Mais vulgar, e também mais comummente aceite, é a história que fala de alguém, um obnóxio poeta, ter pedido a Bocage que lesse um soneto seu e, se o entendesse, lhe fizesse as emendas que achasse por bem. O Poeta teria lido e devolvido os versos sem lhes tirar ou por uma letra que fosse.
O poemazeco era tão ruim que qualquer emenda, em vez de o melhorar, só o punha mais cambado. Daí que seria pior a emenda do que o soneto
Quase sempre, quase sempre…

 

 

 

(emenda em ti o que te desagrada em mim)