Setembro (outra vez…) nos provérbios

Setembro vem da palavra latina September,
que significava o 7º mês do ano romano
(no dia 22 de Setembro, às 15:44 horas começa o equinócio do Outono)

Em Setembro, planta, colhe e cava que é mês para tudo
Setembro a comer e a colher
Setembro molhado, figo estragado
Em Setembro, andando e comendo
Em Setembro cara de poucos amigos e manhã com figos
Em Setembro, vai andando e correndo, mas às vezes também ardem as moitas e as fontes a secar vêm
Nunca se viu nem se há-de ver, Feira Franca, sem chover
Pela Senhora da Ajuda (dia 8) o sol é posto
Pelo S. Mateus (dia 21) pega nos bois e lavra com Deus
O S. Miguel (dia 29) ou secas as fontes ou leva açudes e pontes
Quando não chove depois do S. Mateus, é por milagre de Deus
S. Lourenço (dia 5) te levede, S. Vicente (dia 22) te acrescente
S. Miguel soalheiro, enche o celeiro
Setembro é o Maio do Outono
Setembro matou a mãe à sede
Sol pelo S. Mateus, chuva até ao Menino Deus
Agosto amadurece, Setembro vindimece
Agosto debulhar, Setembro vindimar
Agosto tem a culpa, Setembro leva a fruta
Águas verdadeiras, por S. Mateus as primeiras
Chovendo no S. Miguel, faz conta das ovelhas que os borregos não são teus
Dia de S. Mateus, vindimam os sisudos e semeiam os sandeus
Em dia de S. Mateus, começam as enxertias
Em Setembro, andando e comendo
Em Setembro, lavra, semeia e colhe que é mês para tudo
Em Setembro, perdizes pequenas só das agostinhas me lembra
Em Setembro planta, colhe e cava, que neste mês vale tudo
Em Setembro semeia o teu pão mas escuta o que o teu vizinho diz, porque no dia oito o centeio deve estar da altura da pena da perdiz
Não peças a morte a Deus, nem a chuva por S. Mateus
No dia da Natividade (dia 8) abalam as merendas, vêm os serões
Para boas colheitas, pede bom tempo a Deus nas têmporas de S. Mateus
Para o ano não ir mal, hão-de os rios três vezes encher, entre o S. Mateus e o Natal
Pelo S. Bernardo (dia 20) seca-se a palha pelo pé
Pelo S. Gil (dia 1) aduba o teu candil
Pelo S. Mateus deixa os taralhões
Pelo S. Mateus muge as vacas e lavra com Deus
Pelo S. Mateus não peças água nem morte a Deus
Pelo S. Mateus não peças chuva a Deus
Pelo S. Miguel dá-se as figueiras ao rabisco
Pelo S. Miguel estão as uvas como mel
Quando não chove depois do S. Mateus, é por milagre de Deus
S. Miguel soalheiro enche o celeiro
Pelo S. Vicente (dia 22), alça a mão da semente
Setembro molhado, figo estragado
Setembro que enche o celeiro, salva o rendeiro
Em Setembro é para vindimar
Aí pela Senhora da Ajuda (dia 8) às sete já é sol-posto
Arranja bom Setembro que com a burra te fico eu
No pó semeia que Setembro te pagará
Para vindimar não deixes Setembro acabar
Se em Setembro a cigarra cantar, não compres trigo para o vires guardar
Quem planta no S. Miguel, vai a horta quando quer

 

 

8 comentários sobre “Setembro (outra vez…) nos provérbios

  1. elvira carvalho 12 Setembro, 2008 / 21:13

    Passei. Para deixar um abraço e desejos de um bom fim de semana.

  2. Madalena 10 Setembro, 2008 / 20:44

    Setembro é o mês que me traz o alívio da intensidade de luz de Agosto.

    Hoje comprei figos, daqueles pequeninos, muito doces. De Setembro. 🙂

  3. Maria P. 10 Setembro, 2008 / 19:47

    Vir aqui é sempre matar uma sede de uma forma muito, muito especial…

    Bjo.

  4. Meg 10 Setembro, 2008 / 18:48

    E cá temos mais uma lição de cultura popular na sua verdadeira dimensão.
    Setembro um dos meses mais importantes nos provérbio dos nossos sábios antepassados.
    Um abraço

  5. elvira carvalho 9 Setembro, 2008 / 18:30

    Mais uma boa colecção de provérbios.Alguns eu conhecia.
    Eu gosto muito de Setembro, pois foi o mês que eu escolhi para nascer.
    Um abraço

  6. Patanisca 9 Setembro, 2008 / 15:04

    Estou de volta com um pedido de desculpa por não ter avisado que ia tanto tempo de férias. É visita rápida. Voltarei de novo para estar com tempo.

  7. Justine 8 Setembro, 2008 / 21:22

    TP, acredita que já me estavam a fazer falta os “conselhos” para Setembro! Finalmente aqui estão eles.
    Bem aparecido, amigo :))
    Abraço

  8. APC 8 Setembro, 2008 / 19:56

    “Setembro foi um mês eternidade
    Setembro sabe a mar e a saudade
    Das memórias que teço, não esqueço
    Esse encantado Verão
    Que me deixou ancorado
    Só na solidão”…

    🙂

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