regências…

Ora, falando de reis, quem se lembra de todos os reis da História Portuguesa? Muita gente, é claro! (não serão assim tantos, mas tudo bem…). E, agora, digam-me lá: quem sabe quem foram, quantos foram, os Regentes, que por esta ou aquela razão, ocuparam o lugar real durante algum tempo? Sabem?…
Ora aqui vai a lista que, em alguns casos, acreditem, davam enredo para umas histórias do Arco-da-Velha

D. Teresa, na menoridade de D. Afonso Henriques (1114-1128);
D. Afonso (que viria a ser III, o Bolonhês), pela deposição de seu irmão D. Sancho II (1247-1248);
D. Leonor Telles, à morte de D. Fernando, por não haver sucessor legítimo à coroa (1383-1384);
D. João, Mestre de Avis, até à sua aclamação a 6 de Abril de 1385;
D. Pedro, duque de Coimbra, na menoridade do seu sobrinho D. Afonso, que seria, V, o Africanona verdade, D. Duarte entregaria a regência do Reino à sua esposa Rainha D. Leonor, mas nas as Cortes de 1439, em Lisboa, nomearam o Infante D. Pedro, contra a disposição testamentária do Rei– (1439-1449);
D. João, depois II, o Príncipe Perfeito, pela partida de seu pai para Espanha, cuja coroa pretendia, em 1475; volta à regência quando pai vai para França (1476-1477):
D. Catarina, irmã de Carlos V, e esposa de D. João III, o Pio, na menoridade do seu neto D. Sebastião (1557-1562);
D. Henrique, ainda na menoridade de D. Sebastião, seu sobrinho (1562-1568);
Durante o domínio Filipino foram muitos e variados os Regentes:
D. João Mascarenhas, arcebispo de Lisboa D. Jorge d’Almeida, Francisco de Sá, D. João Tello de Meneses e Diogo Lopes de Sousa (até 1581);

Arquiduque Alberto (1583-1598);
Arcebispo de Lisboa D. Miguel de Castro, conde de Portalegre, D. João da Silva, conde de Santa Cruz, D. Francisco Mascarenhas, conde de Sabugal, D. Duarte de Castello Branco e, até, o escrivão da puridade Miguel de Moura (1598-1600);
D. Christovão de Moura, Vice-Rei (1600-1603);
Bispo de Coimbra, D. Afonso de Castello Branco (1603-1604);
D. Pedro de Castilho, bispo de Leiria (1605-1608);
D. Christovão de Moura, pela segunda vez (1608-1613);
D. Pedro Castilho, também pela segunda vez (1613);
Arcebispo de Braga, D. Aleixo de Menenzes (1613-1615);
Arcebispo de Lisboa, D. Miguel de Castro, igualmente pela segunda vez (1615-1617);
Marquês de Alenquer, D. Diogo da Silva (1617-1621);
Conde de Basto D. Diogo de Castro, D. Nuno Alvares Portugal, o bispo de Coimbra D. Martim Afonso Mexia (1621-1628);
Conde de Basto, pela segunda vez (1628-1631);
Conde de Castro D’Aire D. António d’Athaíde e conde do Vale dos Reis, D. Nuno de Mendonça (1631-1632);
Arcebispo de Lisboa, D. João Manuel (1633);
Duquesa de Mântua, D. Margarida de Áustria (1634-1640);
D. Luísa de Gusmão, na menoridade do seu filho D. Afonso, depois VI, o Vitorioso (1656-1662);
D. Pedro, depois II, o Pacífico (1667-1683);
D. Catharina, viúva de Carlos II, de Inglaterra, e irmã de D. Pedro II, depois da partida deste, com o exército aliado, para Espanha (guerra da sucessão), em 1704;
A mesma D. Catharina, por doença do irmão, em 1705;
D. Marianna Victória, durante a doença de seu marido D. José I (1777);
D. João, depois VI, o Clemente, durante a enfermidade de sua mãe, D. Maria I (1792-1816)
No período de permanência da Corte Portuguesa no Brasil, foram regentes:
Marquês de Abrantes, tenente-general Francisco da Cunha Meneses, principal Castro (D. Francisco Raphael), Pedro Mello Breyner, tenente-general D. Francisco Xavier de Noronha, conde de Castro Marim, marqueses de Olhão e das Minas Gerais, bispo do Porto, Sousa Linhares, dr. Ricardo Raymundo Nogueira e Carlos Stuart, D. Isabel Maria (1826-1828);

D. Miguel (1828);
Regência da Terceira, nos Açores:
Marquês de Palmela, conde de Vila Flor e António José Guerreiro, de 1830 a Março de 1832, altura em que D. Pedro chegou de Belle-Isle, ficando regente por sua filha;

A rainha D. Amélia, depois do assassinato do rei D. Carlos e do infante D. Luís Filipe, até à posse do rei D. Manuel I (1908).

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27 comentários sobre “regências…

  1. bettips 9 Março, 2009 / 17:55

    Acho que foram os regentes – tantos! – que estragaram a poltrona (linda). Porque todos se julgavam reizinhos, no entretanto.
    E quando alguém fizer, daqui a umas décadas, a lista dos deputados da naçon? Veremos onde e como estavam as cadeiras do poder…
    Bjs

  2. APC 9 Março, 2009 / 02:58

    E pensar que eu sou tarada por regências! É mais as dos verbos, adjectivos e substantivos, é verdade, mas olha: “cada um é pó que nasce” (lol). But still, continuo a querer um trono daqueles! Para ler a vida das palavrinhas, e também as tuas histórias.

    Uma boa semana!

  3. david santos 8 Março, 2009 / 18:42

    Brilhante, Tinta Permanente, brilhante!
    Aqui nos contas uns nacos de História que para muitos desconhecida. Eu, no meu caso, conheço alguma coisa do que aqui está exposto. Contudo, também vim aprender muito que não conhecia.
    A foto também é espectacular.
    Parabéns.

    David Santos

  4. Justine 8 Março, 2009 / 17:02

    Com dificuldade em ler a tua valiosa lição de história,pois estão-me os olhos presos naquela cadeira poderosa em pedra eterna. Que foto esplêndida, TP!

  5. Graça Pires 8 Março, 2009 / 15:11

    Uma excelente lição da nossa História. Obrigada. Um abraço.

  6. Licínia Quitério 8 Março, 2009 / 08:49

    Tantos? Quem diria?

    Fazes favor de contar a história daquele “sofá” ali de cima?
    Obrigada.

  7. mena m. 7 Março, 2009 / 15:32

    Curvo-me perante tanta realeza!!!!

    eE pela maneira como nos dás a conhecer tudo isto!

    Beijinho

  8. Arabica 7 Março, 2009 / 11:04

    Rei morto Rei Posto? 🙂

    Um beijo de bom fim de semana.

  9. triliti star 6 Março, 2009 / 04:12

    correcção: uma grande maravilha.

  10. triliti star 6 Março, 2009 / 04:11

    mas então alguma vez eu conseguia lembrar-me!? mas obrigado, não venho cá com grande assiduidade, mas sempre me encanto. e a fotografia com o trono é uma pequena maravilha.

  11. mdsol 5 Março, 2009 / 23:29

    :))

  12. Violeta 5 Março, 2009 / 20:48

    mas que bela lição de história…

  13. Vieira Calado 5 Março, 2009 / 15:18

    Eh, pá!

    Só sabia 2 ou 3!

    Um abraço

  14. Baila sem peso 5 Março, 2009 / 12:38

    Da História eu pouco sei
    sou tão pouco “cusca”,
    que nunca me preocupei… 😀

    mas que entre reis e regentes
    figuram muitas gentes
    ah…isso agora, aqui constatei!

    concordando com “vizinha de cima”
    o trono…um montinho de pedras
    são o ouro, que meus olhos anima…

    Beijinhos

  15. Arménia Baptista 5 Março, 2009 / 11:45

    A História é muito interessante…mas eu prefiro a fotografia, está um espanto ;))

  16. Borboleta 5 Março, 2009 / 05:17

    Que prazer é este estacionado em tua mente,
    Que lhe deixa fincada nessa gazua,
    gelada e geniosa.

  17. Paulo Sempre 4 Março, 2009 / 22:46

    Usei uma foto deste seu blogue, no meu.
    Desculpe pelo facto de não lhe ter pedido autorização.
    Se não concordar eu retiro-a.

    Abraço
    Paulo

  18. Luís Maia 4 Março, 2009 / 21:59

    Magnífico apontamento gostei e salvo qualquer pequeno lapso, parece-me extremamente rigoroso ao ponto de incluír a D.Amélia, que o terá sido apenas por algumas horas

    Um abraço

  19. Rosa dos Ventos 4 Março, 2009 / 20:48

    Não fazia a menor ideia que tinham sido tantos!
    Obrigada pela informação…

    Abraço

  20. APC 4 Março, 2009 / 19:54

    Ena… Tantos que a história esconde e que só se encontram no estudo interessado, cuidado e aprofundado!
    Adorei aquele trono de pedra! Onde será?
    Um abraço, nada régio, mas nada empedernido! 🙂

  21. São 4 Março, 2009 / 19:44

    Eu tenho tudo isto refrescado porque estou lendo a colecção do Círculo de Leitores .

    Pobre Infante D. Pedro das Sete Partidas, invejado e abatido por Afonso, bastardo e filho de bastardo, em Alfarrobeira-onde o deixaram nu durante três dias, para grande escândalo das demais cortes europeias e enorme desgosto de sua irmã Isabel, mãe de Carlos, o Temerário.

    Um abraço.

  22. De Amor e de Terra 4 Março, 2009 / 19:34

    Sei que é lugar comum, mas verdadeiramente, sempre aprendo e sempre me encanto.
    Já tinha esquecido os reis, quase todos, os cognomes mais ainda e dos regentes, nem se fala…
    tudo o que aprendi, e foi pouco, muito já se foi! É bem verdade que outras coisas lhe foram ocupando o lugar, mas com esta cabeça que tenho, quantas se perdem!
    Bem Haja Amigo, sempre oportuno nas lembranças do passado(e não só)
    tão boas de recordar.

    Bj.
    Maria Mamede

  23. Dulce 4 Março, 2009 / 19:21

    Permita-me dizer-lhe de minha admiração por este blog, aonde encontro fatos da história e da cultura de um país que foi o de meus pais, que me ensinaram a amá-lo.

  24. mfc 4 Março, 2009 / 19:15

    E eu que tinha a mania que sabia umas coisinhas de História de Portugal…!!

  25. Cata-Vento 4 Março, 2009 / 19:07

    “…até à posse do Rei D. Manuel II (1908).”

    Bem-hajas, pelos teus posts. Gosto muito desta partilha de conhecimentos que, de forma tão solidária e altruísta, fazes connosco.
    Um excelente trabalho!
    Que a tinta permanente nunca te falte, amigo.

    Beijo

    Bem-hajas!

  26. ลndreia 4 Março, 2009 / 17:59

    Foram tantos!! *

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