se parece… é!

Todos os funcionários do Serviço (…) incluindo o seu Director, têm um Chefe; e o primeiro dever do funcionário para com o seu Chefe é a lealdade. As ordens que ele der executam-se integralmente, seja qual for a opinião sobre elas; e a atitude do funcionário deve ser tal que dê a impressão de concordar inteiramente com elas, sem mostrar, nem sequer dar a entender, que os pontos de vista do Chefe não merecem a sua aprovação”.
Isto pode parecer qualquer escrito caricatural sobre a necessidade de ‘respeitar as ordens do chefe’, como consta de todos os manuais e é prática corrente em todos os locais do mundo onde haja um Chefe mais os seus ditos subordinados. Mas, a si, talvez nunca lhe tenha passado pela cabeça que, neste Portugal do nosso contentamento, se tenha sido capaz do esmero de ir muito, mas muito, mais longe neste basilar conceito de Trabalho. Se não acredita no que lhe digo, então procure um Decreto-Lei assinado pelo Chefe de Estado, General Óscar Carmona e pelo Presidente do Conselho, Doutor Oliveira Salazar, publicado no “Diário do Governo” de 19 de Outubro de 1948, do qual foi retirado este excerto, no qual se estipula que os subordinados não só têm de obedecer aos seus chefes como, também, lhes “dar a entender” que estão sempre de acordo com as suas ordens…
(não consta que o Decreto tenha sido revogado…)

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15 comentários sobre “se parece… é!

  1. Anónimo 26 Julho, 2009 / 21:03

    O mal não está no Regulamento porque este é indispensável para que a Sociedade ou Instituição funcione fiável e regularmente.
    O mal está sempre no CHEFE que, na esmagadora maioria dos casos, tem falta de formação adequada e não foi seleccionado criteriosamente.
    Eu vi durante uma vida de trabalho dois ou três Chefes natos que contavam com os seus subordinados da mesma maneira que estes contavam com o Chefe em todas as circunstâncias, fossem elas boas ou más.
    Os resultados eram estes:
    Havia mais estabilidade emocional entre todos, logo surgiam menos conflitos.
    Os resultados do trabalho eram muito positivos e era maior a produtividade.
    Todos os subordinados bem intencionados queriam trabalhar com eles porque sentiam segurança, equilíbrio e justeza nas decisões tomadas, mesmo quando fossem castigos.
    O mal do nosso tempo é ninguém querer obedecer a ordens dos Superiores porque muitos destes não merecem os lugares que ocupam e dão muito maus exemplos.
    Tomaramos nós que no tempo presente voltasse um novo António de Oliveira Salazar para guiar Portugal.
    A maioria dos Portugueses seus contemporâneos de baixa ou alta condição lhe reconheceram as qualidades de Chefe.
    Só uma minoria de intelectualóides vendidos aos interesses estranjeiros o contestavam e só o venceram quando este foi para a cova pois antes disso não foram capazes.
    Os resultados da vitória estão à vista de todos:
    Incerteza absoluta no dia de amanhã.
    Total dependência de estranjeiros que só olham para nós pensando na melhor forma de nos explorar.
    Um povo com uma ignorãncia aflitiva, mesmo quando já tem algumas luzes: basta ler os comentários aos excelentes textos que neste sítio escreve.
    Corrupção mafiosa generalizada.
    Colonização por povos que não são cá precisos porque temos cá muitos portugueses improdutivos porque são preguiçosos que estão a viver sustentados pelo "Subsídiozinho" que nos é tirado dos impostos que pagamos, nós que trabalhamos séria e arduamente, cumprindo com o nosso dever.
    Fico-lhe muito agradecido por ter publicado este extracto do Decreto-Lei do tempo de Salazar o que me permitiu o grito de revolta que aqui fica expresso.

  2. pin gente 26 Maio, 2007 / 11:44

    ah! se tivesse chegado o príncipe!
    beijo

  3. Manuel 21 Março, 2007 / 21:26

    Qualquer dia levo porrada. Vou ter de estudar melhor o regulamento da empresa.
    Ai!

  4. Anónimo 12 Março, 2007 / 06:53

    Por isso é que quando eu estava no activo dizia: – “esta insubornidada”

    (referindo-me a mim, naturalmente!)

    Maria Mamede

  5. Meg 10 Março, 2007 / 23:44

    Mas, com apenas um pouco mais de paciência, é possível encontrar
    mais “pérolas” – ou “calhaus”, deste calibre. Foi por isso que chegámos ao que chegámos…
    Se até no RDM eles existem ainda…
    Ainda faço uma colectânea!

  6. bettips 8 Março, 2007 / 17:06

    ADOREI…por isso! Já percebo, não dei a entender que gostava da família toda!!! Bjs

  7. greentea 7 Março, 2007 / 02:31

    e assim se criaram muitas mulheres no “respeito” primeiro ao pai depois ao marido – submissão e subserviencia…amen

    bjinhos

  8. marta 6 Março, 2007 / 13:54

    Já viste o jeitão que dá manter uma lei destas?

  9. Maria Velho 6 Março, 2007 / 10:34

    …sendo assim abaixo o Chefe! Viva o Rei !que o chefe está moribundo..
    Salazar fazia umas coisitas!! Esta do dever ao chefe e subserviência veio para ficar …como a nosa pobre alma penada de ser Português.

    Bem feito aos consursos de TV! Afinal o homem defendia uma Causa uma Classe!

    Beijinhos irónicos…

  10. margarida 6 Março, 2007 / 09:43

    Por essas e por outras, porque nunca tinha sentido a obrigação desta pose perante ninguém e era senhora e (altamente) responsável pelo meu trabalho,é que eu nunca tinha descobero que era “funcionária pública” (no seu sentido menos literal) antes da Maria R. .
    Até aí sempre me tinha considerado “Pofessora”…

  11. Menina_marota 6 Março, 2007 / 04:00

    Pois é… daí a expressão, de que… “O Chefe tem sempre razão”…

    :-)))

    BJ

  12. JPD 5 Março, 2007 / 23:43

    Olá!

    O tão consagrado e suave respeitinho lusito!

    🙂

  13. veritas 5 Março, 2007 / 20:31

    Que oportuno! Continuo a aprender por aqui. Tenho sempre mais vontade de voltar. Obrigada por estes momentos.

    Bjs. Boa semana.

  14. Verde 5 Março, 2007 / 17:40

    Da janela do teu quarto
    Olhas o mar tarde escura
    As ondas trazem lembranças
    Que em tua alma perdura

    Chegou o profeta, espero-te no meu castelo de emoções.

    Purifico-te com pingos do céu

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