largar barcos e redes

Diz-se quando alguém segue incondicionalmente qualquer credo, qualquer ideia ou pessoa.
Admite-se que a expressão poderá ter origem no apelo feito por Jesus Cristo ao pescador Simão (que viria a ser S. Pedro) e ao seu irmão André, para que deixassem os barcos e as redes e o seguissem como discípulos, pois lhes havia reservado a missão de serem pescadores de almas.

Pedro Vidoeira (finais do sec. XIX), em Ambições de Cortesã, escreve: (…) – É a tal coisa!, resmungou ele ao receber o recado. Só me sabe da porta para me pregar maçadas; e, ainda por cima, quer que largue barcos e redes e a sirva logo, logo (…).

 

 

 

 

(pois que tudo sabeis e eu sei que não sei nada,
dizei-me o que esta madrugada sonhava)