canto da sereia

É tudo quanto seja proposta tentadora, aliciante, mas perigosa e que, muitas vezes, se cumpre pelo inverso do que parece ser prometido.
A expressão tem origem numa passagem da Odisseia, o poema épico de Homero, em que é descrito o perigo que Ulisses teve de enfrentar, no seu regresso a Ítaca.
Os que ouviam, no mar Egeu, o canto das sereias, postadas numa ilha rochosa, não podiam escapar aos sortilégios dessas figuras encantadas, e assim perdiam a vida.
Ulisses usou o estratagema de tapar os ouvidos dos seus marinheiros com cera e a si, que as queria ouvir, fez-se amarrar ao mastro principal da sua nau. Graças ao expediente, conseguiu conjurar o perigo.
Curioso referir que na Odisseia as sereias são apenas duas. Outros escritores, tradutores da obra, aumentaram o número para três: Parténope, Lígia e Leucósia.
Platão viria depois dividir as sereias em três classes, que obedeciam ao comando de Zeus.
Finalmente as sereias perderam grande parte (toda, para ser mais correcto…) da sua poesia e romantismo: nas últimas guerras, foi dado o nome de sereias aos sinais sonoros de alarme, ruídos que, voltando à expressão, anunciavam perigo mortal.

 

 

 

(isso é mais rabeca menos sanfona)