rico como um porco

 

 

 

 

Elocução para designar um sujeito, geralmente pouco recomendável, a quem se reconhece ser possuidor de muitos bens.
Ora, comecemos por dizer que o dito não tem nada a ver com os pobres suínos.
A origem remonta aos tempos em que era costume achincalhar os marranos e judeus, chamando-os de porcos, por serem tidos como ricos e também como avarentos, mas viverem em casas miseráveis, tão sujas que mais pareciam pocilgas.
O que viria a dar origem ao ser rico como um porco.
Com muita graça, em A Morgada de Romariz, escreveu Camilo Vossê podia a esta hora estar rico como um porco, se tivesse outra casta de pai…

 

 

 

(quem mora com judeu cria rabo)

a galinha (?) dos ovos de ouro

O aforismo assim vulgarmente conhecido, na verdade não corresponde à história que o origina.
De facto, o folclore de quase toda a Europa narra a história de uma gansa que, na sua primeira postura, pôs um ovo de ouro. O dono, estúpido e avarento, em vez de esperar novos ovos, matou a pobre gansa para extrair, na ocasião, tudo o que houvesse dentro dela.
Na adaptação para o imaginário português, a gansa passou a ser galinha, naturalmente por ser uma ave bem mais popular do que a da história original. Refira-se, a propósito, que há muitas variações desta história, envolvendo outros animais.
Uma delas é a de uma gansa, mas com penas de ouro, narrada pelos famosos irmãos Grimm.
De qualquer forma, em todas elas o sentido mantém-se inalterado: agir precipitadamente, com imprudência, impaciência, ganância, extinguindo de forma idiota uma fonte de renda constante, no afã de obter resultados imediatos.

 

 

 

 

(galinha pedrês não a comas, não a vendas, nem a dês)