de mão beijada

Dar alguma coisa de forma espontânea (a mais das vezes inusitadamente), sem qualquer contrapartida ou expectativa de receber algo em troca.
Dar de mão beijada, tem origem na Idade Média.
Mas por quê… de mão beijada?
Havia o hábito, na nobreza, em determinadas ocasiões solenes respeitantes à linhagem (casamentos, óbitos ou recolhimento em conventos), ofereciam generosos presentes à Igreja, muitas vezes terras ou palácios.
Em resultado de algumas dessas dádivas, os ofertantes eram obsequiados com o raro privilégio de poder beijar a mão do Papa.
Essas cerimónias, apropriadamente chamadas de beija-mão, foram documentadas em 1555. O Papa Paulo IV (1473-1559) teria, inclusive, dividido as oferendas a Deus em dois tipos: ofertas no altar ou de mão beijada.
A partir desse cerimonial o beija-mão estender-se-ia às monarquias e, mais tarde, alargar-se-ia o sentido, passando a ser sinal de respeito e vassalagem ou simples salamaleque de ocasião. Viria a estender-se à nobreza e ao povo, popularizando-se.
Com o tempo ganharia o seu toque irónico e mordaz, levando o sentido de mão beijada a ser recebido com desconfiança de tamanha fartura, especialmente de generosidade.
A lembrar uma outra expressão bem popular; quando a esmola é grande até o santo desconfia.   

 

 

 

(não te fies em água que não corre, nem em gato que não mie)