está um barbeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 


No norte, especialmente no litoral, toda a gente sabe o que é está um barbeiro.

O vento norte, cerrado e soprado forte das bandas de Espanha, chega-nos à cara, gélido e áspero como se fosse um serrote; daí que não seja estranho se fizer lembrar um barbeiro inepto, com uma velha navalha a desancar a cara do desgraçado freguês.
Aguentar aquele arejo insuportável é o mesmo que estar sujeito a um fúfio barbeiro.
Ou um barbeirinho, como há quem assim diga.
Nas suas Passadas de Erradio, escrevia Ricardo Jorge que chove se Deus a dá e a navalha desbocada de um vento barbeiro rapa os queixos ao transeunte, arrepiando o coiro.

 

 

 

(não hei medo ao frio nem à geada, senão à chuva porfiada)