atirar o barro à parede

Com Inácio já não quero
lançar barro à parede,
q’e de mui seca receio
q’e ali um barro não pegue (1557)

A sentença tem, ainda hoje, o mesmo sentido e emprego de antanho.
No linguajar popular, por vezes, acrescenta-se um começo de explicação, uma léria urdida na mira de, à sorrelfa, colher proveitos, apostando-lhe na eficácia; isto é: a ver se pega!…

Carolina Michaëlis expressa muito bem esta manhosice: usar os meios adequados, mesmo os menos honestos, para tentar conseguir um bom resultado, como faz o pedreiro ao lançar o barro à parede para embocá-la, ou, como se diz, alhures, rebocá-la.

 

 

 

(lérias tuas, trinta e duas)