baptismo de fogo

Temos aqui um óptimo exemplo de uma locução que, no século XIX, mudou completamente de sentido.
Até então (primeiras décadas do século XIX) referia-se ao martírio a que foram submetidos os hereges, no período da Inquisição. Eles, os que não tinham sido baptizados, recebiam, ao morrer na fogueira, o derradeiro (exemplar para os outros…) baptismo de fogo.
Porém, já na recta final do século, Napoleão III aplicou-a erroneamente, com os seus soldados, que entravam em combate pela primeira vez, exultando-os, no confronto que seria seu baptismo de fogo.
E com a Inquisição já diluída na memória, o postulado sobreviveu, agora com um novo sentido.
(ver Inquisição)

 

 

 

(não há guerra de mais aparato que muitas mãos no mesmo prato)