a origem do bilhar

Ao que se concluiu quando se pretendeu indagar a origem do bilhar, apurou-se que ele começou por servir de passatempo nos ínterins dos negócios de um agiota inglês. Assim o explica um pergaminho, de 1560, encontrado num alfarrabista em Londres, sobre um tal William Kew, com casa de negócios sobre penhores.
Diga-se, em preâmbulo, o distintivo de tais estabelecimentos era constituído por três bolas, de ouro, prata e cobre; marca ou selo que, ainda hoje, usam alguns penhoristas londrinos.
Ora, voltando à história, o prestamista William recreava-se, nos tempos vagos entre as suas transacções, a jogar com as bolas do seu comércio, sobre o balcão, as quais ia impelindo uma contra as outras com a jarda, medida linear em madeira, em tudo igual aos metros antigos, usados nas nossas lojas de tecidos.
Tanto se exercitou no seu entretenimento que depressa se tornou conhecido pela sua destreza em fazer carambolas sobre o balcão, o que, naturalmente, acabou por dar princípio ao jogo, hoje tão vulgarizado em todo o mundo.

O nome, bilhar (billiards), não será, pois, mais do que uma corruptela, criada pelo tempo e pelo uso, dada à primeira classificação da distracção de William Kew, a qual se compunha com nomes dos objectos, bolas e jarda, empregados no ócio do usurário.

 

 

 

meter a colherada

Meter a colherada, significa, juntar-se a uma conversa, dando a sua opinião (as mais das vezes sem ser pedida).
Isto leva-nos aos tempos medievos, com normas sociais e costumes muito diferentes dos actuais. À mesa, por exemplo. Ainda não havia garfos, só existiam facas e colheres. Genericamente comia-se à mão.
A faca, quase sempre, era de uso múltiplo e andava à cinta. A colher, na maioria das vezes, vinha de casa. A comida posta na mesa era tirada das travessas ou panelas comuns.
Então, para se servirem, as pessoas…  metiam a colherada.
(ver meter o bedelho)

 

 

 

(colher seca arranha a boca)