banho de ouro

 


Quase toda a gente, pelo menos, já ouviu falar nas filigranas portuguesas do Minho, especialmente dos típicos pendões em forma de coração ou, então, das belas e pesadas arrecadas (brincos).
Esses adornos de ouro filigranado não só serviam de ornamento como eram símbolo de riqueza, de posição social ou, no mais geral, pecúlio do trabalho familiar que se ia transformando em dote. Muito desse ouro, geralmente herdado, era usado pelas cachopas do Minho em dias de festa profana ou religiosa. O mais valioso, esse, estava reservado para o dia da boda.
Mas, a este propósito, o que talvez pouca gente saiba é que, no Alto Minho, esse mesmo ouro também era utilizado no primeiro banho do recém-nascido. Na tina do banho, junto com a água, colocavam-se as todas peças de ouro que houvesse lá em casa. Assim, banhando-o em ouro, augurava-se à criança, riqueza e prosperidade. 

 

 

 

(a morte igual o que o nascimento desiguala)