enterrar os mortos e cuidar dos vivos

Esta é uma expressão que nos ocorre em casos de calamidade. O interessantes aqui será, ao contrário do que geralmente é suposto, o facto de ela não ser devida ao Marquês de Pombal.
Teria sido o General Pedro de Almeida, Marquês de Alorna, que respondeu a D. José I, rei de Portugal, quando este lhe perguntou o que fazer diante das terríveis consequências do terramoto de Lisboa, em 1755: sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos, terá respondido.
Mas, ainda mais curioso, é o facto de o postulado não ser original.
Na sequência dos vários confrontos entre portugueses e castelhanos, que se seguiram à coroação do Mestre de Avis, D. João I, de Portugal, Fernão Lopes escreve, a propósito do cerco a Lisboa, em 1384: e isto assim feito, tornou-se el Rei com os seus donde partira. E os da cidade tiveram mui cuidado de soterrar seus mortos e pensar dos seus feridos.
(ver résvés)

 

 

 

 

(onde vais Mal? Onde há mais mal)