paciência de Jó

paciência de JóÀs vezes bem precisamos dela! Isso é o que quase toda a gente diz, mas sem ter bem a noção do que foi, na narrativa, a paciência de Jó. Bom, mas todos já sabemos que, por vezes, temos de fazer um esforço tremendo para não perder a calma e a compostura. O que nem sempre é fácil.
Mas, voltando à paciência. Jó é uma figura do Antigo Testamento e personifica a capacidade de possuir uma enorme reserva mental e espiritual de paciência, resignação, estoicismo e abdicação. O Livro de Jó (provavelmente escrito cerca de 1800 a 2000 anos antes de Cristo), tido como o mais antigo texto bíblico, também é um dos mais complicados, complexos de todo o cânone das escrituras.
Conta que Deus havia apostado com Satanás sobre a Fé e a probidade de Jó (Jó que significa virado para Deus); Satanás mortificou Deus para que o pusesse à prova, já que ele sempre teria beneficiado da Sua generosidade e bênçãos. Deus pôs Jó à prova: viu morrer os seus filhos, a sua riqueza perder-se, a doença minou-o, os amigos abandonaram-no, até a mulher, que lhe censurava a fé, o sofrimento e a paciência. Tudo Jó haveria de aguentar sem revolta ou azedume contra Deus que, mais tarde, o recompensaria pela firmeza da sua paciência.
nota: do conteúdo do Livro de Jó emergem os temores que martirizam a humanidade e que, por isso, alimentam os nossos mais profundos medos: a dor, a doença, a impotência, a perda, o abandono. E o pior de todos: o silêncio de Deus. Na leitura do texto é possível constatar que não há qualquer aposta ou cedência a Satanás ou sequer é mencionada a Jó qual a motivação do seu sofrimento. Apenas pretende realçar o ensinamento que provém do sofrimento. No contexto, dir-se-á, somos ensinados.

 

 

 

(quem não tem paciência não cozinha pedra)