mandar para o maneta

Escangalhar alguma coisa, deitar fora, ou mesmo despachar de alguém é, em gíria, mandar para o maneta.
Esta expressão teve origem na ferocidade do general Louis Henri Loison, que foi auxiliar do general Junot, quando do primeiro assalto napoleónico a Portugal.
Loison, que havia perdido um braço em qualquer confronto, ou desastre, era conhecido pelo Maneta, de quem se dizia que era o Diabo vivo ou tinha os mesmos sinais, e que consigo três émes tinha: manhoso, mau e maneta.

Foi o mais odiado de todos os comandantes das tropas invasoras, especialmente no Norte.
No Porto cantava-se:

 O Jinô mai-lo Maneta,
Jurgam que Portugal já é seu;
é do Demo qui’os carregue,
e támem a quem lho deu.
Ao que narram algumas crónicas da época, eram tais as torturas aplicadas aos presos, que as mães, quando queriam aquietar os seus filhos mais travessos, diziam-lhes se não te portas direito, mando-te p’ró Maneta!.

 

 

 

(os maus são os camaleões do rei)