cheio de nove horas

É uma personagem repleta de fanfarronice, afectada, dengosa, inchada, cheia de chieira, no bom dizer à moda do Minho.
As etiquetas da sociedade mundana do século XIX estipulavam que as nove horas eram o ponto máximo a partir do qual as visitas passavam a ser indesejadas, deselegantes, mesmo descorteses e sem educação. Assim, uma pessoa cheia de nove horas era quem, impreterivelmente, terminava as visitas às novas horas, estivesse a conversa como estivesse, houvesse ou não declarada intenção de prolongar a cavaqueira.
E, do mesmo modo, exacerbava em todos os tiques e modismos de qualquer outro protocolo ou estilo social. A tal extremo que William Tchackeray, no seu O Livro dos Snobs (1846) já ridicularizava até à exaustão essas pessoas.
Há-os a dar com um pau (ver)…

 

 

 

(a cada feira vai um tolo)